Comissão eleitoral da Líbia rejeita candidatura do filho do ditador Kadhafi

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Esta foto tirada em 23 de agosto de 2011 mostra Saif al-Islam, filho do falecido ditador líbio Moamer Kadhafi (AFP/IMED LAMLOUM)

A comissão eleitoral da Líbia anunciou nesta quarta-feira (24) a rejeição da candidatura de Saif al Islam Kadhafi, filho do ditador deposto, para as eleições presidenciais de 24 de dezembro.

Saif al Islam, procurado pelo Tribunal Penal Internacional desde 2011 por "crimes contra a humanidade", apresentou sua candidatura em 14 de novembro. Ele está entre os 25 candidatos cujas candidaturas foram rejeitadas, de acordo com um comunicado da Alta Comissão Eleitoral.

Segundo a comissão, o indeferimento dos pedidos se baseia em diversos textos legislativos, bem como nas cartas que lhe foram dirigidas pelo Procurador-Geral, pelo Chefe da Brigada de Polícia Criminal e pelo Presidente da Direção de Passaportes e Nacionalidade.

Para surpresa de todos, Saif al Islam, de 49 anos e desaparecido há anos, apresentou sua candidatura no escritório da comissão eleitoral em Sabha (sul), um dos três centros autorizados junto com Trípoli (oeste) e Benghazi.

No final de julho, o filho de Kadhafi disse em uma entrevista ao New York Times que não descartava o retorno à política.

As eleições serão o ponto alto de um trabalhoso processo político patrocinado pelas Nações Unidas e deverão encerrar uma década de caos desde a queda do regime de Muammar Kadhafi, assassinado em 2011 em uma revolta popular.

Na terça-feira, a comissão eleitoral informou que 98 pessoas apresentaram suas candidaturas às eleições presidenciais, entre eles duas mulheres.

Os candidatos incluem o homem forte do leste da Líbia, marechal Khalifa Haftar, o ex-ministro do Interior Fathi Bachagha e o primeiro-ministro em exercício, Abdelhamid Dbeibah.

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