Comissão Europeia abre investigação sobre compra da Fitbit pelo Google

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Relógios conectados

A Comissão Europeia anunciou, nesta terça-feira (4), que abriu uma "investigação aprofundada" sobre a aquisição pelo Google da Fitbit, uma das líderes mundiais em objetos conectados relacionados a atividades esportivas.

O Executivo europeu "teme que a operação proposta fortaleça ainda mais a posição do Google no mercado de publicidade na Internet, aumentando o já importante volume de dados que o Google poderia usar para personalizar os anúncios que propõe ou publica", informou a Comissão em comunicado.

"Nossa investigação visa garantir que, quando a transação for concluída, o controle dos dados coletados pelo Google por meio de dispositivos portáteis não distorça a concorrência", afirmou Margrethe Vestager, vice-presidente da Comissão e encarregada da política de Concorrência.

Vestager também lembrou que o uso de objetos conectados "deve aumentar consideravelmente nos próximos anos", o que significa "um crescimento exponencial nos dados gerados por esses dispositivos".

"Esses dados fornecem informações essenciais sobre a vida e a saúde dos usuários desses dispositivos", enfatizou.

O Google anunciou em novembro de 2019 a compra da Fitbit, por US$ 2,1 bilhões, numa operação a ser concluída em 2020.

Mas essa operação gera receios entre organizações de consumidores e órgãos reguladores europeus, que veem uma ameaça potencial à confidencialidade dos dados.

A multinacional americana tentou minimizar as preocupações dizendo a Bruxelas que estava comprometida com a criação de um sistema no qual "alguns dados coletados através de dispositivos portáteis seriam mantidos separados de outros dados mantidos pelo Google".

A aquisição foi notificada em 15 de junho à Comissão Europeia, que tem até 9 de dezembro de 2020 para se pronunciar.