Comissão Europeia prevê crescimento moderado em 2023

A recessão não é um dado adquirido, mas mais deve ser feito para evitar que se prolongue por muito tempo.

Segundo o Comissário Europeu para a Economia, Paolo Gentiloni, espera-se um curto período de contracção para este ano e para o primeiro trimestre do próximo que deverá ser seguido por uma recuperação moderada da economia.

Em entrevista à euronews, Gentiloni salientou que tudo depende da guerra na Ucrânia.

Paolo Gentiloni, Comissário da UE para a Economia

"Se não formos capazes de pôr fim à guerra, os riscos sobre a energia no próximo Inverno, não este, mas no próximo Inverno poderão ser ainda piores do que os que enfrentamos agora. Temos, portanto, um quadro misto. Globalmente em 2023. Na segunda metade de 2023, teríamos uma situação melhor do que a actual, mas isto também depende da evolução das crises geopolíticas que enfrentamos aqui na Europa", disse Paolo Gentiloni, Comissário da UE para a Economia.

"Na segunda metade de 2023, teríamos uma situação melhor do que a actual, mas isto também depende da evolução das crises geopolíticas que enfrentamos aqui na Europa"

O comissário europeu falou em Estrasburgo, onde apresentou as recomendações da Comissão para as economias dos países da UE.

Os mais vulneráveis continuam a ser aqueles com dívidas públicas bastante elevadas, como a Itália ou a Grécia.

Mas Gentiloni disse que, olhando para os projectos respetivos de orçamento, tudo sugere que o aumento dos investimentos públicos poderia fazer a diferença.

"É possível que se lembre que na crise anterior, a crise financeira que tivemos durante vários anos, cinco, sete, oito anos, o investimento público decresceu. Portanto, a mensagem é que temos o programa Próxima Geração UE, os programas da UE. Os países com margem fiscal limitada podem continuar a investir e a apoiar as suas economias. Utilizando também o nosso dinheiro comum. Esta é uma mensagem europeia muito importante", concluiu o Comissário Europeu.

Para além de tudo isto, os membros da zona euro são também aconselhados a promover uma evolução salarial que proteja o poder de compra dos assalariados, ao mesmo tempo que limita os efeitos de segunda ordem sobre a inflação, bem como a desenvolver e adaptar o sistema de apoio social conforme necessário.