Comissão de Transportes da Alerj encaminha requerimento de informações sobre funcionamento de reboques e depósitos da prefeitura

Selma Schmidt
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Foto: Antonio Scorza/22.01.2021

O presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa (Alerj), deputado Dionísio Lins (PP), vai encaminhar requerimento de informações à prefeitura cobrando explicações sobre o funcionamento de reboques e dos depósitos de veículos estacionamentos irregularmente. Como O GLOBO mostrou nesta segunda-feira, a empresa responsável pelo serviço de guinchos e pela administração dos pátios, mesmo com boa parte das atividades suspensas por causa da pandemia do novo coronavírus, removeu 77.438 veículos no ano passado, em média 8,8 por hora, e faturou pelo menos R$ 23,3 milhões, levando em conta a taxa de reboque e só uma diária por veículo.

Reboques e depósitos são terceirizados àJS Salazar desde 2014. A última licitação ocorreu em setembro de 2018. No ano passado, o contrato foi renovado por aditivo, segundo a Secretaria especial de Ordem Pública (Seop).

Lins pede cópia do contrato, e quer saber quantas empresas participaram da última licitação. Solicita ainda explicações para reclamações de motoristas quanto à demora no atendimento; a não aceitação de procuração; e a cobrança de um valor para que taxas e eventuais multas e IPVA vencidos sejam pagos em totens de uma financeira que opera nos depósitos. Outro pedido é que a Secretaria municipal de Transportes encaminhe a relação de locais, com placas, onde o estacionamento é autorizado.

— Isso é uma verdadeira covardia! Como os motoristas vão saber se podem estacionar ou não se não existe placa? Não quero crer na possibilidade da existência de uma máfia dos reboques aqui na cidade, já que diariamente centenas de veículos são levados para os pátios por estarem supostamente estacionados em locais proibidos — disse ele.