Comitê Nobel se diz 'horrorizado' com golpe em Mianmar e prisão de Aung San Suu Kyi

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(Arquivo) A líder Aung San Suu Kyi usa um face shield, em 8 de setembro de 2020

O comitê norueguês do Nobel disse nesta segunda-feira (1º) estar "horrorizado" com o golpe em Mianmar e a prisão de Aung San Suu Kyi, a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1991, entre outros dirigentes, e exigiu sua "libertação imediata".

"O Comitê Nobel norueguês está horrorizado com o golpe militar e a prisão da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, do presidente Win Myint e de outros líderes políticos", informou em comunicado à AFP.

O grupo pediu "a libertação imediata de Aung San Suu Kyi e outros dirigentes políticos detidos e respeito pelos resultados das eleições legislativas do ano passado".

"Aung San Suu Kyi recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1991 em reconhecimento por sua corajosa luta pela democracia em Mianmar", lembrou o Comitê do Nobel.

"Ela continuou sendo uma figura importante no desenvolvimento da democracia, tanto durante os anos em que foi mantida em cativeiro pelo exército como depois de sua libertação", acrescentou.

O exército birmanês deu um golpe de Estado nesta segunda-feira e, para justificá-lo, disse que era necessário para preservar a "estabilidade".

Os militares prometeram em um comunicado no Facebook realizar eleições "livres e justas", ao final do estado de emergência de um ano.

Os militares acusam a comissão eleitoral de não ter corrigido as "enormes irregularidades" ocorridas, segundo eles, durante as eleições legislativas de novembro, nas quais o partido de Aung San Suu Kyi, a Liga Nacional para a Democracia (NLD), no poder desde as eleições de 2015, venceu por grande maioria.

O golpe de Estado suscitou uma avalanche de críticas internacionais.

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