Comitê que investiga contaminação de HIV por transfusões de sangue no Reino Unido diz que vítimas devem ser indenizadas

As mais de 4 mil vítimas sobreviventes de um erro do Sistema Público de Saúde britânico, o NHS, devem ser indenizados em cerca de 100 mil libras, segundo recomendação de um comitê que investiga o episódio. O caso, que aconteceu entre os anos 70 e 80, fez com que pacientes se contaminassem com HIV após fazerem transfusões com sangue contaminado.

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Iniciado há cerca de cinco anos, deve publicar o seu relatório final no meio do ano que vem.

Segundo o jornal inglês The Guardian, pelo menos 2.400 pessoas morreram após se infectarem com HIV e Hepatite C por conta do erro. O comitê também investiga os impactos do erro médico na vida das famílias das vítimas e a resposta do governo britânico ao episódio.

Uma carta recomendado o pagamento do dinheiro às vítimas foi enviado pelo comitê ao Tesoureiro Geral do Reino Unido.

— Sou obrigado a reconhecer que a melhor maneira de fazer pagamentos rapidamente é através dos atuais esquemas de apoio às vítimas do sangue infectado. É por isso que decidi recomendar que pagamentos provisórios não inferiores a £ 100.000 sejam feitos a todas as pessoas e a todos os parceiros enlutados atualmente registrados — disse Brian Langstaff, ex-juiz da Suprema Corte britânica e atual presidente do comitê de inquérito criado pelo governo em 2017 para investigar o caso.

A declaração de Langstaff vem após uma série pedidos terem sido feitos no início do mês para que o governo do país pague indenizações às vítimas antes que mais delas venham a morrer. Um abaixo assinado, feito pela Sociedade de Hemofilia, foi entregue ao primeiro-ministro Boris Johnson.

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