Comlurb já retirou 260 toneladas de gigogas das praias da Barra

A Comlurb segue com o trabalho de remoção de gigogas nas praias da Barra. Desde sexta-feira até o fim da tarde desta segunda-feira, já foram recolhidas 260 toneladas da espécie de planta aquática. O problema surgiu depois que uma eco-barreira instalada na Lagoa da Tijuca, na altura do Itanhangá, se rompeu, permitido a passagem de detritos, inclusive as plantas. A instalação já foi consertada no sábado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), mas, mesmo assim, detritos continuaram a chegar à orla.

As gigogas são plantas aquáticas nativas do sistema lagunar. O grande volume se deve ao fato de funcionar como um filtro, absorvendo nutrientes que estão disponíveis no esgoto que é despejado nas lagoas, o que faz com que se multipliquem de forma desordenada. Segundo o biólogo Mário Moscatelli, que acompanha o caso, a presença de gigogas não é nociva à Saúde , mas indica que o sistema não está em bom estado.

Participam da operação 70 garis, com apoio de duas pás carregadeiras, quatro tratores de praia, cinco caminhões basculantes, um compactador e um trator esteira. O serviço de remoção das gigogas continua, uma vez que ainda estão chegando plantas na praia.