Comoção mundial pela tragédia de Seul

O presidente da câmara municipal de Seul, Oh Se-hoon, encurtou a viagem à Europa e regressou à Coreia do Sul. À chegada, disse "não ter palavras para confortar as famílias dos mortos e os feridos" na tragédia que abalou a cidade e o país e prometeu "trabalhar para apoiar o esforço de recuperação".

O presidente Yoon Suk-yeol decretou luto nacional, enquanto as manifestações de pesar chegam de todo o mundo pela tragédia vivida na capital sul-coreana. O esmagamento por ocasião dos festejos do Halloween já fez mais de 150 mortos, um número que pode vir a aumentar, já que há vários feridos em estado crítico.

O esmagamento aconteceu no bairro de Itaewon, uma zona com muitas ruelas com restaurantes e bares, onde estavam concentradas cerca de 100 mil pessoas, sobretudo jovens. Numa dessas ruas estreitas desencadeou-se um movimento de pânico.

Uma testemunha conta que "estava dentro de um estabelecimento quando um amigo lhe disse que aconteceu algo horrível na rua, então foi lá fora e viu pessoas inanimadas a receber massagem cardíaca". Um cidadão brasileiro que trabalha num bar da zona diz que "já assistiu a várias festas de Halloween e a zona está sempre apinhada", mas "nunca tinha acontecido nada do género e está muito triste por tudo o que aconteceu".

As autoridades contam mais de 130 feridos, dos quais há pelo menos 37 em estado grave. Estes bares são muito frequentados pelas comunidades estrangeiras. Entre as vítimas mortais, há cidadãos de países como Irão, China, Rússia e Noruega.