Como a mulher mais rica da Ásia perdeu metade de sua fortuna bilionária

Fortuna caiu de R$ 123,6 bilhões para R$ 59 bilhões (Getty Images)
Fortuna caiu de R$ 123,6 bilhões para R$ 59 bilhões

(Getty Images)

  • Mulher mais rica da Ásia perdeu metade da fortuna no ano passado;

  • Yang Huiyan, acionista majoritária da Country Garden, foi atingida pela crise imobiliária da China;

  • Ontem, ações da empresa caíram 15% no mercado de Hong Kong.

A mulher mais rica da Ásia, Yang Huiyan, perdeu mais da metade de sua fortuna (52%) no ano passado depois que a crise imobiliária na China atingiu seus negócios. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Bloomberg Billionaires Index.

Em 2020, Huiyan tinha US$ 23,7 bilhões (R$ 123,6 bi), quantia que baixou para US$ 11,3 bilhões (R$ 59 bi) em 2021. A empresária é acionista majoritária da gigante imobiliária chinesa, Country Garden, e não tem horizontes otimistas a sua frente.

Nesta quarta-feira (27), as ações da empresa caíram 15% no mercado de Hong Kong, após o anúncio de que venderia novos papéis para gerar renda. A situação preocupou os investidores, já que os mais de US$ 343 milhões (R$ 1,8 bi) levantados seriam usados, em parte, para cobrir dívidas.

Segundo analistas, a crise imobiliária da China está em um “ciclo vicioso”. Em 2020, as autoridades aplicaram controles sobre o superendividamento no setor, deixando que grandes empresas lutassem para pagar suas dívidas, perto da falência. O colapso na Evergrande, por exemplo, assustou a economia mundial por provocar quedas nos mercados internacionais. A empresa chegou até a ser chamada de novo Lehman Brothers, banco norte-americano que provocou a crise de 2008 ao falir. Apesar da Country Garden ter evitado os maiores problemas que atingiram o setor, não conseguiu escapar completamente.

Huiyan herdou a fortuna depois que seu pai e fundador da empresa, Yang Guoqiang, transferiu as ações em 2005, segundo a mídia estatal. Dois anos depois, ela se tornou a mulher mais rica da Ásia.

Enfrentamento

Nesta semana, a Evergrande deve anunciar um plano de reestruturação de dívida que não apenas determinará seu futuro, mas também indicará como Pequim planeja superar uma crise cada vez mais profunda no setor imobiliário, segundo a Reuters.

A dívida offshore da gigante chega a US$ 22,7 bilhões (R$ 118,4 bi), incluindo empréstimos e títulos privados em default, sendo que a crise enfrentada também foi responsável pela inadimplência de várias outras empresas menores.

"Estamos todos esperando a proposta da Evergrande para ter uma ideia dos termos e ela vai definir um ponto de referência", disse um executivo sênior de uma incorporadora que fez swaps de títulos em dólar e está buscando consultores sobre uma reestruturação. "Nenhuma empresa gostaria de ser a primeira porque isso seria uma tremenda pressão”.

Os investidores também estarão atentos ao papel que o governo desempenhará na proposta de reestruturação.

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