Como a Vivo conseguiu anunciar gratuitamente na Copa do Qatar?

Vivo: empresa de telefonia brasileira recebe propaganda gratuita na Copa do Mundo (Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Vivo: empresa de telefonia brasileira recebe propaganda gratuita na Copa do Mundo (Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
  • Empresa de telefonia brasileira recebeu propaganda de maneira 'filantrópica', afirmou publicitário;

  • Vivo, fabricante chinesa de smartphones, é quem está anunciando nos gramados cataris;

  • Homônimas, propaganda de uma acabou servindo para a outra.

Espectadores brasileiros dos jogos da Copa do Mundo no Qatar estão observando uma série de anúncios nos gramados dos estádios. Embora a grande maioria não seja direcionada especificamente para nós, sendo ocupados por empresas europeias e asiáticas, um ganha destaque quando visto por nossos olhos: o da Vivo.

Muitos não entenderam ao certo como e porque a empresa de telefonia brasileira comprou um espaço para anunciar durante a Copa, ao invés de por exemplo, um espaço comercial durante a transmissão brasileira, onde faria muito mais sentido já que só seria visto pelo seus potenciais consumidores.

Um pequeno detalhe, no entanto, pode ajudar a solucionar esse mistério: a fonte da letra. Acontece que a Vivo, empresa brasileira de telefonia não é quem anuncia nos gramados cataris, mas sim a Vivo, empresa fabricante de smartphones chinesa.

Surpreendentemente ambas atuam em áreas relacionadas. Mas enquanto uma está focada no serviço de telefonia e telecomunicações, como telefone, internet, e redes 4G e 5G, a outra produz seus próprios smartphones. Em 2015 a Vivo, a chinesa, ficou entre as 10 maiores fabricantes de aparelhos do mundo, com uma fatia do mercado de 2,7%.

É curioso também que as duas vendem smartphones, a Vivo chinesa como parte de seu negócio principal, e a Vivo brasileira como um serviço extra que realiza em seu site e suas lojas, não sendo sua atividade principal.

A confusão foi explicada na coluna do Ancelmo Gois desta terça-feira (29), cujo entrevistado, o publicitário Armando Strozenberg, ainda brincou afirmando que o caso foi a primeira instância de filantropia mercadológica internacional.