Como Bolsonaro, Regina Duarte mantém silêncio após vitória de Lula

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 04.03.2020 - A atriz Regina Duarte. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 04.03.2020 - A atriz Regina Duarte. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A atriz Regina Duarte sumiu das redes sociais após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela foi uma das principais apoiadoras da campanha da reeleição de Jair Bolsonaro (PL) e vinha fazendo, diariamente, diversas publicações a favor do candidato no Instagram.

Na noite de sábado (28), Regina foi hostilizada durante sua passagem por um teatro na cidade de São Paulo. Sob gritos de "fora, Bolsonaro" e "aqui não é o seu lugar", a ex-secretária da Cultura esbanjou sorrisos, mandou beijos e fez poses em resposta a seus detratores.

O episódio ocorreu no Teatro Liberdade, após uma apresentação do espetáculo "Clube da Esquina: Os Sonhos não Envelhecem" —Regina estava na plateia. No Stories do Instagram, ela publicou uma foto sorrindo e mostrando o celular que tinha um adesivo da campanha de Bolsonaro.

No feed, a última publicação da atriz foi um vídeo, em que eram apresentadas ações do atual mandatário que seriam a favor das mulheres. Na tarde deste domingo (30), ela publicou no Stories conteúdos que nada tinham a ver com a eleição: vídeo de homens dançando uma música de Michael Jackson, e outro de uma apresentação do pianista Gabriele Bagnati.

Na semana passada, o Instagram informava a quem deseja começar a segui-la que o perfil tinha publicado muitas informações falsas. "Tem certeza de que deseja seguir Regina Duarte? Esta conta publicou repetidamente informações falsas que foram analisadas por verificadores de fatos independentes ou que eram contra nossas Diretrizes da Comunidade", dizia aviso na página dela.

Regina Duarte deixou o governo Jair Bolsonaro após um intenso processo de fritura e sob a promessa de que chefiaria a Cinemateca Brasileira —o que não ocorreu. A atriz havia rompido um contrato de 50 anos com a TV Globo para assumir a Secretaria Especial da Cultura, onde ficou por apenas dois meses.

Embora relegada à "geladeira" pela gestão Bolsonaro, ela jamais deixou de se manifestar nas redes sociais em defesa do mandatário.

No mês passado, a ex-secretária gravou uma interpretação dramática para comparar críticas feitas ao presidente com assassinatos ou tentativas de homicídio cometidas por terroristas e fundamentalistas contra figuras históricas.