Como Dinamarca, sem astros, se tornou força europeia já classificada para a Copa do Qatar

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Christian Eriksen caiu no gramado, desacordado. Sofreu um infarto na partida de estreia na Euro, contra a Finlândia, quatro meses atrás, quase morreu, e desde que recobrou os sentidos, vê sua seleção, a Dinamarca, se tornar uma força de respeito na Europa. Nesta terça-feira, se classificou para a Copa do Mundo do Qatar com duas rodadas de antecedência, depois de vencer a Áustria por 1 a 0, gol de Maehle, e confirmar o primeiro lugar do Grupo F.

É mais um momento de alegria de um grupo que transformou a perda de seu principal jogador em motivação. Chegou à semifinal da Euro no embalo de sua ausência e aproveitou na sequência a sorte do sorteio das Eliminatórias, que o colocou contra Escócia, Áustria, Israel, Ilhas Faroé e Moldávia.

É daquelas seleções pragmáticas do futebol nórdico. Um time operário, praticamente sem astros, com exceção de Eriksen. A defesa é o ponto forte - em oito partidas, não sofreu um gol sequer.

A retaguarda é forte principalmente graças a dois destaques na Premier League, a liga nacional mais forte do mundo. Kasper Schmeichel, goleiro, é titular do Leicester. Christensen, zagueiro, é nome importante do elenco do Chelsea, atual campeão da Champions League.

Ao jogar no 3-4-3, a Dinamarca, quando precisa se defender, faz uma linha de cinco à frente de Schmeichel que explica a dificuldade para ser vazada. Com transições rápidas, aciona principalmente Poulsen, atacante do Red Bull Leipzig.

Presente na Copa da Rússia, a Dinamarca contava com Eriksen no auge da carreira. O meia, antes mesmo do infarto, já não vinha na Internazionale apresentando o futebol dos melhores dias de Tottenham. Sem o jogador, a equipe mantém o embalo de bons resultados sob o comando de um técnico há pouco tempo no cargo, Kasper Hjulmand, contratado em 2020.

Futuro incerto

A vida segue para a seleção da Dinamarca sem saber se poderá contar novamente com seu camisa 10. Eriksen, quatro meses depois de quase morrer, teria retomado a vida normal, se não fosse o afastamento do futebol. Ele vem sendo acompanhado de perto por cardiologistas da Internazionale durante todo esse tempo.

Sem jogar, parte de seu salário é pago pela Fifa, seguro que a entidade cria para casos de problemas de saúde de jogadores. No fim do ano, ele deve ser submetido a novos exames para saber se consegue ou não voltar a jogar futebol. Caso consiga, terá um ano para recuperar a forma física e convencer o técnico Kasper Hjulmand de que pode, após o drama que comoveu o mundo, retomar sua história com a seleção.

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