Como foi o plano para executar o promotor que combatia o PCC na fronteira

O promotor paraguaio Marcelo Pecci. Foto: NORBERTO DUARTE/AFP via Getty Images.
O promotor paraguaio Marcelo Pecci. Foto: NORBERTO DUARTE/AFP via Getty Images.
  • Promotor investigava ação de quadrilhas na fronteira com o Brasil

  • Ele foi morto em uma praia na Colômbia durante sua lua de mel

  • Sua esposa está grávida do primeiro filho do casal

Um promotor paraguaio que investigava quadrilhas que atuam na região da fronteira com o Brasil - incluindo a facção dominante em presídios do estado de São Paulo, o PCC - foi assassinado em uma praia da Colômbia na semana passada. Marcelo Pecci estava em lua de mel e foi morto por atiradores que chegaram em uma moto aquática.

Pecci havia acabado de se casar em Assunção, capital paraguaia. Ele estava acompanhado pela esposa, Claudia Aguilera, que é jornalista e apresenta um programa na rede paraguaia de televisão Unicanal. Eles tinham como destino em sua lua de mel as cidades colombianas de Cartagena e Barú.

Antes da tragédia, que ocorreu na última terça-feira (10), a esposa do promotor chegou a postar imagens deles na viagem nas redes sociais. Na última postagem, ela anunciou que está grávida do primeiro filho do casal. As informações são do programa Fantástico, da TV Globo.

"Chegaram dois homens em uma lancha, se aproximaram e já dispararam", relatou Claudia em entrevista para uma rádio colombiana.

O promotor foi morto na praia em frente ao hotel onde estava hospedado. Autoridades investigam o caso e até o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, cobrou empenho na investigação. No entanto, em uma semana, ainda não foram encontrados os suspeitos.

Segundo a reportagem, o local do crime segue cercado por policiais. A praia onde o promotor foi morto é privada, reservada apenas para hóspedes do hotel, o que explicaria por que os criminosos chegaram pelo mar. Eles usaram uma moto aquática alugada em uma praia vizinha.

A partir do relato de testemunhas, a investigação avalia a possibilidade de uma terceira pessoa ter participado da ação, já que, segundo foi relatado, os criminosos pareciam saber a localização do promotor na praia.

Pecci nunca havia dito que sofria ameaças, segundo sua esposa. No Paraguai, ele usava escolta e carro blindado, mas não levava segurança na lua de mel.

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