Como foram as posses de Lula e Bolsonaro? Compare em imagens

A posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo suscitou comparações nas redes sociais com a cerimônia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorrida há quatro anos, em 2019. Entre as diferenças apontadas, além da ausência do antecessor no cargo, já que diferentemente de Michel Temer, Bolsonaro decidiu não passar a faixa presidencial ao seu sucessor, estão a presença de representantes da sociedade civil na subida da rampa e a realização de shows após a posse.

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No Rolls Royce presidencial, neste domingo, Lula estava acompanhado da primeira-dama, além de Geraldo e Lu Alckmin. Bolsonaro, por sua vez, desfilou no mesmo carro, mas com outra companhia. Além de sua mulher, Michele, o então presidente levou consigo um de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro, no banco de trás.

Nas imagens, uma diferença que se destaca nas fotos da posse do petista é a ausência de seu antecessor no cargo, enquanto Bolsonaro, por sua vez, contou com a presença do ex-presidente Michel Temer, conforme a tradição do evento. Para momentos como a entrega da faixa presidencial, Lula encontrou substitutos.

Na subida na rampa do Planalto, por exemplo, o petista estava acompanhado de oito representantes do povo, além de Janja, Geraldo Alckmin, Lu Alckmin e da cachorrinha Resistência. Há quatro anos, Bolsonaro subiu a mesma rampa, mas acompanhado apenas da mulher, Michele, e de Mourão e sua companheira.

Veja abaixo quem são as oito pessoas que acompanharam o novo presidente na rampa:

Flávio Pereira, 50 anos, é um artesão paranaense que esteve por 580 dias na vigília em Curitiba durante a prisão de Lula;

Aline Sousa, 33 anos, é catadora desde os 14 anos, preside uma rede de cooperativas de catadores e é uma das articuladoras nacionais do movimento;

Murilo de Quadros Jesus, de 28 anos, é professor de português e morador de Curitiba. Atuou como professor de português como língua adicional na Universidad de La Sabana (Bogotá, Colômbia) entre 2016 e 2017;

Weslley Rodrigues Rocha, de 36 anos, é metalúrgico do ABC desde seus 18 anos. Também é DJ em um grupo de RAP chamado ‘Falange’ e conta sua caminhada e luta através da música;

Ivan Baron é referência na luta anticapacitista. Ele tem paralisia cerebral provocada por uma meningite viral e se tornou influenciador digital sobre pessoas com deficiência;

Cacique Raoni Metuktire, de 90 anos, é uma das principais lideranças indígenas do Brasil. Durante o governo Bolsonaro, viajou o mundo denunciando as violações contra os direitos indígenas no país;

Jucimara Fausto dos Santos é cozinheira e mora em Maringá (PR). Por dez meses, ajudou a cozinhar para as pessoas na Vigília Lula Livre, em Curitiba;

Francisco, de 10 anos, é morador de Itaquera, corintiano e ficou em primeiro lugar em 2022 no campeonato de natação da Federação Aquática Paulista.

A responsável por colocar a faixa em Lula foi Aline Sousa, 33 anos, do Distrito Federal, que trabalha como catadora desde os 14. Ela preside uma rede de cooperativas de catadores e é uma das articuladoras nacionais do movimento. Aline foi beneficiária do programa Minha Casa, Minha Vida, criado durante a gestão do PT, de acordo com informações divulgadas pela assessoria do presidente.

A posse de Bolsonaro, por sua vez, seguiu a tradição da cerimônia, e a faixa foi colocada pelo antecessor no cargo, Michel Temer.

A realização de shows após a cerimônia de posse neste domingo lotaram a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, como mostram as imagens acima. Pablo Vittar, Duda Beat, Martinho da Vila, Maria Rita, Margareth Menezes e Baianasystem estão entre os músicos que se apresentaram.

No final de 2018, às vésperas da cerimônia de posse de Bolsonaro, a organização do evento cancelou shows dos sertanejos Zezé di Camargo & Luciano e Eduardo Costa, que estavam programados para se apresentar no dia 1° de janeiro de 2019. Questões de segurança foram apontadas como a motivação do cancelamento das apresentações.

Diferenças entre as duas posses também são percebidas em outros aspectos das cerimônias. A posse do petista contou com 65 delegações estrangeiras, 19 a mais do que a de Bolsonaro. Apesar de ser expressivamente maior, a presença de representantes de outros países ainda é inferior do que visto na própria posse de Lula, em 2003, quando 110 delegações estrangeiras foram à Brasília.

Neste domingo, 18 chefes de Estado estrangeiros estiveram em Brasília. São eles: Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de Portugal; Alberto Fernandez, presidente da Argentina; José Roman Horta, presidente de Timor Leste; Jose Maria Neves, presidente de Cabo Verde; Frank-Walter Steinmeier, presidente da Alemanha; Felipe VI, rei da Espanha; General Umaro Sissoco, presidente de Guiné-Bissau; Gustavo Petro, presidente da Colômbia; Luis Lacalle Pou, presidente do Uruguai; Guilherme Lasso, presidente do Equador; João Lourenço, presidente de Angola; Luis Arce, presidente da Bolívia; Gabriel Boric, presidente do Chile; Mario Abdo Benitez, presidente do Paraguai; Mohamed Irfaan Ali, presidente de Guiana; Chandrikapersand Santokhi, presidente de Suriname; Xiomara Castro, presidente de Honduras; Beatriz Gutiérrez Müller, primeira-dama do Mexico.

Na posse de Bolsonaro, em 2019, estiveram presentes o presidente Evo Morales, da Bolívia; o ex-presidente Jorge Carlos Fonseca, de Cabo Verde; o ex-presidente Sebastián Piñera, do Chile; o ex-presidente Juan Orlando Hernández, de Honduras ; o primeiro-ministro Viktor Orbán, da Hungria; primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de Israel; o ex-primeiro-ministro Saadeddine Othmani, do Marrocos; e o Presidente Mario Abdo Benítez, do Paraguai.