Como a Coronavac é fabricada no Instituto Butantan?

Redação Notícias
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Após tanta expectativa, a Coronavac começou a ser produzida no Instituto Butantan, em São Paulo. Mas você sabe como se faz a vacina contra a Covid-19?

Antes de tudo, nenhuma vacina é feita sem Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). No caso da Coronavac esse composto é o vírus inativado, que irá produzir os anticorpos.

Para que o IFA funcione no organismo, ele vem acompanhado dos excipientes. Esse coquetel imunológico é composto por hidróxido de alumínio, cloreto de sódio, entre outros elementos.

Como o Brasil não consegue fabricar o insumo, o Butantan é obrigado a importar o IFA da China.

O que acontece aqui é o processo de envase, no qual as vacinas são transferidas de tanques para frascos de vidro de 6,2 miligramas, suficientes para 10 doses da vacina. A máquina envasadora produz 10 mil frascos por hora, ou seja, 100 mil doses.

O procedimento é delicado e feito em uma área restrita, pois os recipientes ficam abertos e os profissionais tomam todo cuidado para evitar qualquer contaminação.

Os frascos lacrados são reunidos e levados até o setor de análise. Lá, cada frasco passa por uma inspeção rígida. Os profissionais checam se há algum vidro trincado, alguma partícula indesejada ou um lacre defeituoso. Em qualquer um desses casos, a vacina vai para o lixo.

Num cenário ideal, com insumos chegando sem entraves, o Butantan seria capaz de produzir 1 milhão de doses por dia. Mas é como diz o ditado: se organizar direitinho, todo mundo é vacinado.