Paula Fernandes congela óvulos; entenda como funciona o procedimento

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Paula Fernandes congelou óvulos. Entenda a técnica. Foto: Reprodução/Instagram @paulafernandes / Getty Images
Paula Fernandes congelou óvulos. Entenda a técnica. Foto: Reprodução/Instagram @paulafernandes / Getty Images

Após negar ao Yahoo! a suspeita de fãs de que estaria grávida, Paula Fernandes, de 38 anos, lembrou à coluna de Leo Dias que congelou alguns óvulos para ter "tempo de refletir, pensar a respeito disso [engravidar]." Mas você sabe como funciona o congelamento de óvulos?

Até volta dos anos 2010, a técnica era mais utilizada por mulheres que seriam submetidas a tratamento de quimioterapia e corriam um grande risco de ficarem inférteis. De lá para cá, no entanto, a técnica passou a ser comercializada como meio de oferecer às mulheres a chance de poderem engravidar mais tardiamente.

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Essa mudança veio impulsionada pelo aumento de mulheres que queriam focar na carreira profissional e por isso abriam mão temporariamente da maternidade. Mas não é só isso. Uma pesquisa realizada pela universidade de Yale, nos Estados Unidos, revelou que a maior parte das mulheres recorrem a essa técnica porque não tem um parceiro ou porque o parceiro atual não pensa em ser pai, ou pelo menos não ainda. 

E como o relógio biológico da mulher é diferente do relógio masculino, esperar não parece ser uma boa ideia. Entenda melhor abaixo:

Relógio biológico

Toda vez que um homem ejacula, ele libera milhões de espermatozóides e em seguida o corpo dele já começa a produzir um novo lote. Mas com a mulher não é bem assim. Isso porque elas já nascem com uma quantidade de óvulos que são liberadas aos poucos pelo corpo, ao longo dos ciclos menstruais. 

Mas, a partir dos 35 anos em média, a mulher passa a ter mais dificuldade para engravidar naturalmente porque, ao se aproximar do fim da fertilidade que é marcado pela menopausa, os óvulos vão envelhecendo. E é aí que entra o congelamento de óvulos e a fertilização in vitro.

A Liquid Nitrogen Bank Containing Sperm and Eggs Samples
Amostras congeladas em nitrog6enio líquido. Foto: Getty Images

O ideal é que os óvulos sejam colhidos e congelados em mulheres de até 35 anos, porque depois disso a quantidade e qualidade deles diminuem muito. 

Como é feito o congelamento dos óvulos

Antes de poder congelar os óvulos, é necessário colhê-los. Para isso, a paciente passa por um ciclo de estimulação dos ovários com remédios e injeções aplicadas na barriga por cerca de 10 dias. Essa fase pode provocar alteração de humor, inchaço e dor abdominal.

Depois disso, é feita efetivamente a coleta. Nesta fase, a mulher é sedada e um aparelho de ultrassom transvaginal com uma agulha na ponta aspira os óvulos. Eles são, então, levados para um laboratório e aqueles que estiverem maduros, prontos para fecundação, são congelados em nitrogênio líquido a -196ºC. 

Com os óvulos congelados, não há prazo de validade ou vida útil determinada, porque eles não estragam. Só precisam ser mantidos no nitrogênio líquido até a utilização. A maior parte das mulheres, quando utilizam os óvulos, o fazem em até 5 anos.

É preciso observar que congelar os óvulos não é uma garantia absoluta de que a mulher vai conseguir engravidar no futuro. Pelas estatísticas, é preciso de pelo menos 15 óvulos para garantir uma gravidez bem-sucedida, e para conseguir esta quantidade talvez seja necessário fazer o procedimento de coleta mais de uma vez. 

Quem colhe os óvulos pode engravidar naturalmente

A coleta e congelamento dos óvulos é uma atitude preventiva para possibilitar que a mulher tenha filhos em uma idade fértil mais avançada. No entanto, nada impede que ela engravide naturalmente após congelar os óvulos. 

Da mesma maneira, a mulher não é obrigada a usar os óvulos congelados se não quiser. Se, após algum tempo, — seja por já ter engravidado naturalmente ou por não querer mais ter filhos — a mulher decide que não vai usar os óvulos, eles podem ser descartados. 

Quanto custa para congelar os óvulos

Os preços de cada procedimento variam, mas o investimento final pode ficar por até R$ 37 mil. Isso porque:

  • Remédios do ciclo de estimulação dos ovários são importados e custam cerca de R$ 5 mil

  • Procedimentos de coleta e congelamento variam de R$ 12 mil a R$ 15 mil  

  • Manutenção anual do congelamento pode custar de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil

  • Descongelamento, fertilização in vitro e inserção no útero fica de R$ 5 mil a R$ 10 mil

Considerando estes cursos e a manutenção dos óvulos por 5 anos, o procedimento chega ao total de R$ 37,5 mil.

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