Como a Guerra na Ucrânia mudou os planos de Hugo Calderano, estrela de desafio de tênis de mesa no Rio

Melhor jogador das Américas de todos os tempos ao atingir o terceiro lugar no ranking no começo deste ano, Hugo Calderano deixou o clube russo Fakel Orenburg por causa da guerra na Ucrânia. Sua ex-equipe, cujo patrocinador é a Gazprom, a maior empresa de petróleo da Rússia, foi banida da Champions League. Estava perto da decisão, após vencer o UMMC, também russo, em um dos confrontos da semifinal.

Hoje, Calderano será uma das atrações do Desafio Brasil x França, na Arena Carioca, no Parque Olímpico da Barra, a partir das 17h (o SporTV 2 transmite).

Calderano havia assinado com o Orenburg, pentacampeão europeu, após sete temporadas no Ochsenhausen, da primeira divisão da Bundesliga. Manteve residência na Alemanha e viajava para Rússia para jogar.

O carioca, dono de quatro medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos, lamentou o banimento dos atletas e clubes russos:

— O clube não tem nada a ver com a guerra em si. Infelizmente todos sofrem as consequências. Nada comparado à guerra, claro — comentou ele, que ganhou os 17 jogos disputados com o clube, sendo o último em fevereiro, uma semana antes da invasão à Ucrânia. — Por um lado, a gente, como esportista, não tem nada a ver com isso. Mas é algo maior do que o esporte. E se isso tiver que ser feito para que a guerra pare... Só não sei se a medida fará alguma diferença.

Segundo o técnico Jean-René Mounié, ter liberdade no calendário, para focar nos treinos, continua sendo a prioridade. Mounié explica que a chave para o título olímpico ou mundial é manter a intensidade do jogo por mais tempo. E que a receita está nos treinos físicos:

— Calderano tem jogo ambicioso, moderno, que arrisca muito. Então, o mais importante é focar em si, melhorar a técnica e, sobretudo, manter a intensidade do jogo contra os melhores, nas competições chave. Quando joga seu melhor, quase ninguém pode encará-lo.

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