Como Lula reagiu ao saber sobre os ataques terroristas no DF? Confira

Uma das primeiras medidas tomadas pelo presidente foi ligar para Flávio Dino

Lula recebeu informações por meio de assessores (REUTERS/Ueslei Marcelino)
Lula recebeu informações por meio de assessores

(REUTERS/Ueslei Marcelino)

  • Assim que foi informado sobre ataques no DF, Lula ligou para o ministro da Justiça, Flavio Dino;

  • Presidente se encontrava em Araraquara; ele visitava locais atingidos pelas fortes chuvas;

  • Lula também contatou por telefone Alexandre de Moraes, Lira e Pacheco.

Uma das primeiras ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ser informado sobre os ataques às sedes dos Três Poderes, na tarde do último domingo (8), foi ligar para o ministro da Justiça, Flávio Dino.

Na ocasião, o petista se encontrava em Araraquara (SP), em visitas às áreas atingidas pelas fortes chuvas. Ele recebeu a notícia por meio de um assessor, que lhe mostrou o celular enquanto passavam por um dos bairros da cidade. O relato, até então, se restringia apenas à ação dos terroristas no Congresso.

Conforme divulgado pelo Extra, foi ao entrar no carro que Lula obteve mais detalhes sobre o que estava acontecendo. Como ele não usa celular, contou novamente com o apoio de assessores. Foi apenas na sede da prefeitura de Araraquara, no entanto, que ele ficou sabendo sobre a invasão ao Palácio do Planalto.

Extremamente indignado, segundo relatos de auxiliares que o acompanhavam, Lula telefonou para Dino e aceitou a sugestão do ministro de intervir na segurança pública do Distrito Federal, especialmente após ver que as forças de segurança locais eram coniventes com os extremistas. Em vez de coibir o avanço dos bolsonaristas radicais em direção à Praça dos Três Poderes, policiais foram fotografados tomando água de coco e tirando selfies com os baderneiros.

O decreto de intervenção federal foi redigido em uma série de ligações para Dino. O presidente também conversou com outras figuras importantes, como o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD).

De acordo com aliados, em nenhum momento Lula cogitou recorrer à Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que permitiria a atuação do Exército para conter os manifestantes.