Como Luxemburgo deu nova cara ao Cruzeiro e, mesmo suspenso, pode atrapalhar planos do Vasco

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Com uma forte história construída em Cruzeiro e Vasco, Vanderlei Luxemburgo será um dos personagens do clássico de hoje, às 16h, em São Januário, mesmo não estando à beira do gramado. Suspenso pela expulsão na última rodada, o técnico celeste estará nos camarotes do estádio, que contará com até mil torcedores vascaínos, após liberação da Prefeitura do Rio.

Os ingressos, a custo de R$ 250 cada, serão vendidos no site do Vasco. Os torcedores precisam estar vacinados e apresentar teste antígeno ou RT-PCR. Dentro do estádio, será obrigatório o uso de máscara e o distanciamento social.

Desde que assumiu o Cruzeiro em 7 de agosto, Luxemburgo deu nova identidade ao time. Os mineiros somam nove jogos de invencibilidade com ele na Série B — no total, são 11 partidas sem derrota, considerando também os dois últimos duelos com Mozart ainda como técnico.

A evolução fez o Cruzeiro fugir da zona de rebaixamento para a Série C, mas o time, assim como o Vasco, ainda sonha com uma arrancada rumo ao G4.

Os dois times têm campanhas parecidas. Enquanto o cruz-maltino tem 33 pontos, em 10º lugar, os mineiros somam 30. O CRB, quarto colocado, tem 41. Uma vitória hoje representa, além dos três pontos, manter um forte rival por mais uma rodada — faltam 14 para o término na Série B — apenas na zona intermediária da tabela.

Vanderlei Luxemburgo, porém, convive com um dilema no Cruzeiro: ao mesmo tempo que é elogiado pela evolução do sistema defensivo, ainda não conseguiu consertar o ataque. O primeiro passo, segundo o próprio treinador, era não perder, e nisso ele está tendo sucesso. Falta emplacar vitórias para encostar no pelotão da frente.

Nos nove jogos disputados com Luxemburgo, o time celeste sofreu apenas seis gols — média de 0,55. Com Mozart, a média era mais que o dobro da atual. Em 13 partidas, foram 18 gols contra a meta celeste — média de 1,3.

Já Felipe Conceição, que dirigiu o time em apenas dois jogos da Série B, acumulou derrotas para o Confiança (3 a 1), fora de casa, e o CRB (4 a 3), no Mineirão. Sete gols sofridos em dois jogos, média de 3,5.

— Quando chegou, ele (Luxemburgo) teclou muito neste ponto da parte defensiva, que começa nos atacantes ajudando. E isso tem dado resultado nos últimos jogos, já que sofremos poucos gols — disse o volante Adriano, que também afirmou que Luxa deu mais ênfase ao treinamento defensivo.

Como Luxemburgo e seu auxiliar direto, Maurício Copertino, foram expulsos no empate do Cruzeiro com o Operário-PR na última quinta-feira, o clube mineiro será comandado na beira do campo por Juliano Belletti, de 44 anos, ex-lateral e hoje auxiliar fixo do Cruzeiro.

Do outro lado, o Vasco quer frear a crescente celeste para não ter mais um adversário na luta pelo acesso à Série A — e também embalar na corrida que fica mais difícil a cada rodada. Após empatar em 1 a 1 com o CRB em sua estreia, o treinador Fernando Diniz não quer ficar se lamentando.

— Não tem uma outra coisa a fazer a não ser pensar no Cruzeiro. Temos um clássico e vamos fazer de tudo para ganhar — disse Diniz após o empate em Maceió.

O treinador dará sequência à dupla de zaga formada por Leandro Castan e Ricardo Graça, levando em conta a ausência de Miranda, suspenso por tempo indeterminado por doping.

Hoje, o Vasco terá referências à campanha de vacinação contra Covid-19 em seu uniforme. Serão estampados os dizeres “1ª dose” e “2ª dose” nas mangas, enquanto nas costas será o escrito o nome do aplicativo do SUS.

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