Como Luxemburgo se tornou um dos países mais produtivos do mundo?

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Se o mercado de trabalho não se mostra simpático a sua ideia de ganhar mais enquanto trabalha menos está na hora de fazer as malas e partir rumo a Luxemburgo.

O pequeno país europeu é considerado o mais produtivo do mundo pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com uma carga horária de apenas 29 horas de trabalho por semana.

Mas o que faz essa nação ser liderar o ranking? Em primeiro lugar, a cultura do país é de que com equilíbrio entre vida profissional e pessoal todos rendem mais. Traduzindo para o cotidiano, as empresas permitem que seus colaboradores reorganizem seu horário de trabalho de forma a não prejudicar seus relacionamentos.

A grande maioria do empresariado topa pagar um mínimo de cinco semanas para os funcionários não trabalharem, visando o bem-estar dos mesmos. Outro ponto a ser levado em consideração é que toda hora extra é paga e a maioria das indústrias não funcionam aos domingos.

Se essas razões ainda não foram suficientes para te convencer a partir rumo ao exterior, basta comparar com um dos países menos produtivos do mundo: o México, que por acaso, tem a maior carga horária semanal do mundo ultrapassando 41 horas. Então se você tem uma empresa e quer seus empregados motivados, basta garantir que eles equilibrem carreira e vida pessoal.

Carga atual é superestimada

Ao longo dos últimos anos, diversos economistas já falaram que mais horas no escritório não se traduzem em melhores resultados. Pois bem, a França decidiu que a partir de janeiro de 2017, todos tinham direito a se “desconectar” para proteger seu descanso, ou seja, e-mail do chefe fora do horário de trabalho gera multa. E só para constar, a maior parte dos franceses pega pesado na labuta apenas por 35 horas ao longo de sete dias.

Será apenas coincidência que países onde a população trabalha menos por semana que os brasileiros (40 a 41 horas) sejam mais produtivos e desenvolvidos? Parece que não, mas isso não é uma questão do que é melhor para você, trabalhador. O “buraco” nesse caso é cultural e muito mais embaixo.