Como a Marvel está reduzindo a distância entre o cinema e a TV

Laísa Trojaike
·15 minuto de leitura

Há não muito tempo, quando os lugares de exibição de cada peça audiovisual eram muito bem definidos, a classificação era bastante simples: bons filmes estreiam nos cinemas, maus filmes na TV. Séries? Somente TV. No cinema? Somente o que era aceito de modo geral como um cinema digno de ser projetado em grandes telas. A TV à cabo, com canais voltados especificamente para séries e/ou filmes, começaram a borrar essa linha divisória de uma forma nunca vista e, hoje, a Marvel — junto ao Disney+ — parece estar dando os golpes finais nessas distinções.

Mas, antes de chegarmos logo na voadora dizendo o que a Marvel está ou não fazendo, é importante entender qual é o movimento que conduziu a Marvel e a Disney ao protagonismo desse apagamento, pois só assim podemos entender também as possibilidades de futuro e também protagonizar o que queremos.

Senta, que lá vem história

Muito antes da popularização dos canais pagos, as pessoas já usavam mídias como VHS, DVD e Blu-Ray para trazer para a telinha de casa qualquer grande obra cinematográfica. A TV e os sistemas de som, no entanto, estavam muito distantes da qualidade de uma sala de cinema e o impacto disso não foi grande a curto prazo, mas criou o costume de ver épicos e grandiosos filmes de ação em TVs, mesmo que elas fossem de tubo, pequenas e, eventualmente, alterassem o aspect ratio (proporção da imagem) de algumas obras.

O surgimento das telas planas e a popularização dos canais pagos ampliou essa experiência e não preciso passar por toda história da evolução tecnológica da internet e das TVs (cada vez maiores e mais inteligentes), para dizer que hoje muitas pessoas têm uma espécie de minissala de cinema em casa, que não deixa a experiência do expectador tão longe das salas comerciais, sobretudo se a pessoa mora em locais com poucos ou nenhum cinema. Do outro lado, as salas de cinema investiram em novas tecnologias: se o telão e o som de qualidade já não eram suficientes, talvez fosse necessário aumentar essa experiência e, assim, tivemos uma nova onda de popularidade do 3D, além de tecnologias voltadas para filmes grandiosos, como o IMAX, e mesmo poltronas que se mexem de acordo com o filme ou sessões 4D com cheiros ou outros diferenciais.

A comédia nacional Cine Holliúdy mostra um pouco dessa rivalidade entre TV e cinema, incluindo os reflexos sociais dessa disputa no interior do nordeste brasileiro (Imagem: Reprodução/Downtown Filmes)
A comédia nacional Cine Holliúdy mostra um pouco dessa rivalidade entre TV e cinema, incluindo os reflexos sociais dessa disputa no interior do nordeste brasileiro (Imagem: Reprodução/Downtown Filmes)

Do lado de quem não tem condições de esbanjar com sessões caríssimas de cinema ou com sistemas de imagem e som de qualidade, sobram todas as outras alternativas. Vê-se filmes, séries, vídeos do YouTube, todo tipo de arte, desde clássicos como Cidadão Kane à qualquer vídeo de gatinho em um mesmo lugar, a internet, que pode ser acessada de qualquer dispositivo com essa capacidade. Que se doam os cinéfilos mais puristas, mas, sim, hoje se vê filmes como Godzilla e King Kong em um celular, no ônibus, a caminho da escola ou do trabalho.

Claro que o impacto de alguns filmes é reduzido: assistir a um mesmo título em locais e plataformas diferentes pode ser uma experiência interessante para perceber como você se comporta diante de um filme em situações variadas e como o meio afeta a sua experiência. Ao passo que surgiram as formas de ver filmes e séries, surgiram também experiências ainda mais diversas. Se em uma mesma sala de cinema pessoas diferentes têm experiências diferentes mesmo estando no mesmo ambiente e vendo o mesmo vídeo, imagine com todas as possibilidades de exibição que temos hoje.

TV

A briga entre TV e cinema não é de hoje. Acreditou-se que a TV acabaria com o cinema e que a internet acabaria com a TV. Hoje, o que vemos, é uma grande confusão sobre a essência das coisas, uma verdadeira batalha filosófica definida por batalhas comerciais.

Popular, a TV foi muitas vezes taxada como um entretenimento menor, naquele sentido da ultrapassada (mas ainda muito em vigor) ideia de que o público da TV é também intelectualmente inferior. Os canais à cabo desmistificaram um pouco isso, mas surgiu novamente a classificação entre superior e inferior com relação ao conteúdo de cada canal. Ainda assim, mesmo dentro da televisão, tínhamos definições muito claras: existem as séries, que são episódicas, e existem os filmes, que, por sua vez, são classificados entre filmes feitos para TV e filmes que saíram de cartaz nos cinemas e, tempos depois, chegaram à TV, como o último local a ser lançado.

Videodrome: A Síndrome do Vídeo, de David Cronenberg, traz a seguinte frase no seu pôster: "Primeiro aquilo controla a sua mente. Depois destrói o seu corpo". (Imagem: Reprodução/Universal Pictures)
Videodrome: A Síndrome do Vídeo, de David Cronenberg, traz a seguinte frase no seu pôster: "Primeiro aquilo controla a sua mente. Depois destrói o seu corpo". (Imagem: Reprodução/Universal Pictures)

A segregação de qualidade, que parece definir os espaços que podem ser ocupados por certos espectadores e certas obras, começa a ruir quando, eventualmente, bons diretores fazem filmes incríveis para a TV. Como comentei na crítica Mentiras Perigosas: o cinema da TV ao streaming, os filmes para TV eram obrigados a se enquadrar em uma série de restrições, que iam desde os interesses do canal às limitações de tempo do filme e dos episódios das séries, que precisavam não só se adequarem à grade do canal, como também precisavam pensar nos momentos em que aconteceriam os intervalos comerciais.

Foi no contexto da TV, para onde eram escanteados muitos diretores e roteiristas considerados como não bons o suficiente para fazer cinema, que começaram a surgir excelentes séries. Essas mesmas pessoas, começaram a trabalhar, praticamente como anônimos, em séries que, com o tempo, passaram a ser cada vez mais cinematográficas, contando histórias que se prolongam por temporadas como se fosse um grande filme. Quando Breaking Bad chegou em 2008, isso tudo foi transformado para sempre.

Breaking Bad (Imagem: Reprodução/AMC)
Breaking Bad (Imagem: Reprodução/AMC)

Breaking Bad fez as séries serem notadas apenas como um produto seriado, um filme que nos é dado em doses menores, porque nosso cérebro provavelmente se recusaria a assistir uma obra de mais ou menos 51 horas — 5 temporadas ou 62 episódios soam muito mais como algo que conseguimos encarar tranquilamente. De lá para cá, vimos isso acontecer com uma intensidade cada vez maior, com um marco financeiro em Game of Thrones, cuja sétima temporada custou por volta de US$ 100 milhões, gastos nunca vistos na TV, assim como os resultados, absolutamente cinematográficos.

Streaming

Essa treta é bem mais conhecida por quem acompanha as principais notícias sobre séries, cinema e, claro, o Oscar. A primeira e mais popular plataforma de streaming a ter um alcance realmente significativo foi, claro, a Netflix. Com o crescimento, veio também a transformação em produtora. Seu primeiro filme, Beasts of No Nation, considerado como um filme para TV, teve grande repercussão por seu conteúdo e qualidade, mas acabou excluído da mais popular premiação de cinema do mundo, o Oscar, por não ter estreado em cinemas.

Beasts of No Nation (Imagem: Reprodução/Netflix)
Beasts of No Nation (Imagem: Reprodução/Netflix)

Com o tempo, a Netflix e outras plataformas passaram a firmar acordos com redes de cinema, para que seus filmes se tornassem elegíveis ao Oscar muito mais do que para proporcionar a experiência de qualidade das salas de cinema para os espectadores. Do outro lado, o público seguiu consumindo o que era disponibilizado para assistir no conforto da sua casa ou na tela do smartphone e do computador. Enquanto os grandes estúdios disputavam espaços, os títulos foram surgindo e, se analisarmos as melhores produções do momento, não há linha clara que distinga cinema de série, filme de cinema e filme de TV.

A pandemia, claro, teve um papel fundamental. Sem cinemas para ir, todo o contato com filmes e séries passou a ser em casa, com muito incentivo das plataformas (de streaming e de VOD), que acabaram sendo o único local viável de lançamento de muitos filmes em 2020. Excluindo o que foi adiado, este ano foi marcado por Tenet flopando no cinema, Mulan sendo lançado diretamente no Disney+ e a Netflix com diversos dos melhores títulos do ano, alguns dos quais provavelmente estarão no Oscar do próximo ano, já que a Academia cedeu e, agora, aceitará filmes que não foram lançados nos cinemas por motivos óbvios.

Marvel

Os estúdios Marvel conseguiram uma façanha inédita na história: criar um universo de super-heróis coeso e de sucesso, que arrasta multidões para os cinemas quase sem esforço algum. Basta ser um filme Marvel para lotar as salas. Os motivos disso são diversos e entrevistas com o maestro do MCU, Kevin Feige, revelam os principais diferenciais da marca.

Os Vingadores na primeira grande reunião de personagens promovida pela Marvel (Imagem: Reprodução/Marvel)
Os Vingadores na primeira grande reunião de personagens promovida pela Marvel (Imagem: Reprodução/Marvel)

O diferencial é como isso está sendo recebido. Mesmo com salas lotadas e recordes de bilheteria, muitos desses filmes são vistos e mesmo revistos em casa. Espalhados por diversos streamings, a chegada de um filme Marvel às plataformas geralmente é acompanhada de um pico de visualizações do título, o que é mais claro na Netflix, que rankeia os 10 mais vistos do dia.

As intensas diferenças entre TV e cinema não estavam somente na qualidade (declarada sabe-se lá por quem) dos diretores e roteiristas, mas de toda a equipe. O trabalhador da TV era visto como inferior ao do cinema (e essa pompa ecoa até hoje), o que se estendeu também aos atores. Não precisamos ir muito longe, se lembrarmos dos rumores sobre a aparição do Demolidor no MCU, com campanhas para que o ator da série original Netflix, Charlie Cox, fosse incorporado aos filmes. Aliás, é interessante lembrar como as séries Marvel-Netflix pareciam algo bastante distante dos filmes.

Mesmo as séries conectadas ao MCU, como Agentes da S.H.I.E.L.D. e Agente Carter, sofriam esse preconceito, como se fossem “menores”. O protagonismo com os mesmo atores do MCU só foi possível porque esses atores eram coadjuvantes nas histórias originais, novamente pelo mudo acordo que estabeleceu a TV como algo inferior.

WandaVision, uma das aguardadas séries da Marvel que chegarão ao Brasil junto ao Disney+ (Imagem: Reprodução/Marvel)
WandaVision, uma das aguardadas séries da Marvel que chegarão ao Brasil junto ao Disney+ (Imagem: Reprodução/Marvel)

Estamos vendo a Marvel retornar às séries de uma forma completamente diferente. Personagens bem mais centrais, com atores que ficaram muito mais conhecidos por esses personagens, irão estrear séries no MCU. Essas produções nem chegaram e já soam muito diferentes das demais séries Marvel: são claramente muito mais conectadas ao MCU que as demais e parecem muito mais sérias, ou melhor, são tratadas com mais seriedade. Acredito que seria difícil demais, ainda hoje, uma série estrelada por Robert Downey Jr., mas já temos com Elizabeth Olsen, Anthony Mackie, Paul Bettany, Sebastian Stan e Tom Hiddleston.

Se antes a Marvel parecia muito interessada em manter as distâncias entre TV e cinema, agora ela parece muito inclinada a diminuir essas distâncias ou, quem sabe, apagá-las. Os filmes Marvel são grande parte das referências contemporâneas do que é ser um bom blockbuster e essa mesma qualidade está sendo levada pela primeira vez para a TV. A Forbes relembra uma declaração de Feige sobre a necessidade do Disney+ para continuar acompanhando o MCU:

Se você quiser entender tudo nos futuros filmes da Marvel, ele diz, você provavelmente precisará de uma assinatura Disney+, porque os eventos dos novos programas serão levados em consideração nos próximos filmes, como Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. A Feiticeira Escarlate será um personagem-chave nesse filme, e Feige aponta que a série Loki vai se encaixar também.

Kevin Feige (Imagem: Reprodução/Gage Skidmore)
Kevin Feige (Imagem: Reprodução/Gage Skidmore)

Embora Feige, nessa mesma declaração, diga que não tem certeza se realmente notaram isso antes, a estratégia de marketing parece clara: as pessoas amam o MCU e não querem perder nada dele, mesmo que isso signifique ter uma assinatura Disney+. As primeiras séries, The Falcon and the Winter Soldier, WandaVision e Loki, devem manter a qualidade dos filmes Marvel e terão no elenco os mesmos atores do MCU, o que, em outros tempos, poderia ser visto até como ofensivo, como se os atores estivessem sendo diminuídos por estarem agora em um produto para TV.

Ninguém mais vê isso, senão alguns poucos saudosistas dos tempos de segregação artística. A trânsito de atores também pode ser visto com Chris Evans que, saiu do MCU diretamente para as séries. Em uma publicação do Cinema Blend, o autor do texto ressalta a diferença que ainda é feita entre as duas mídias ao questionar “Então, por que Evans decidiu saltar do cinema para a TV?”. Uma declaração do próprio ator explica:

A meu ver, sinto que há 20 anos atrás as linhas entre [cinema e TV] podem ter sido traçadas um pouco mais claramente. Hoje em dia, muitos riscos realmente maravilhosos são tomados e histórias inacreditáveis ​​estão acontecendo no mundo da TV, agora que o streaming também é onipresente.

E agora?

A TV nasceu quase como um primo pouco querido do cinema, que, antigamente, era também o local de exibição dos noticiários produzidos em formato audiovisual. A TV se tornou o espaço do jornalismo como uma alternativa mais completa que o rádio e mais fácil que o jornal. Na TV, vimos o surgimento de outros programas voltados especificamente para esse meio e que, agora, começam a ser absorvidos por plataformas virtuais. Talk Shows e Reality Shows dividem espaço no catálogo com sitcoms, séries de todos os tipos e filmes que vão dos melhores aos piores. Um espaço relativamente democrático (se ignorarmos os interesses comerciais e os recentes problemas que os usuários começam a ver nos algoritmos).

Sherlock (Imagem: Reprodução/BBC)
Sherlock (Imagem: Reprodução/BBC)

Vale lembrar também que não somente o cinema vem ganhando cada vez mais espaço na TV, mudando as obras que lá habitam, mas também as séries, jogos, shows, peças e outras coisas passaram a ocupar o espaço da sala de cinema. O episódio especial de natal de Sherlock, "The Abominable Bride", foi lançado também nos cinemas (além de Sherlock ser uma série com uma estrutura bastante cinematográfica de seus episódios).

O movimento que a Marvel e, de modo mais geral, a Disney faz é o de apagamento dessas diferenças. Em breve, provavelmente surgirão mais gêneros híbridos que aos poucos apagarão ainda mais as diferenças entre os tipos de obras. Claro que, se é seriado, continuaremos a chamar de série. Os filmes, por outro lado, já são vistos de forma seriada em casa, onde podemos pausar e deixar para ver amanhã, mas nem por isso entendemos como série. Algumas características provavelmente serão preservadas, mas definições serão cada vez mais difíceis, assim como é difícil definir o gênero de muitos filmes.

A pergunta que nos cabe, como espectadores que não têm muita influência sobre uma indústria gigantesca movida a capital, é: que tipo de experiência queremos? Nesse sentido, o apagamento das barreiras me fez repensar uma das maiores metáforas dos livros de cinema: as pessoas se reúnem em salas de cinema como nossos ancestrais se reuniam em torno de uma fogueira para ouvir histórias. A sensação, para mim, poucas vezes teve essa familiaridade. Continuo apaixonada pelo ambiente do cinema, pelo espetáculo que é ver um filme em uma tela gigante com um som que envolve como o da TV não consegue, mas a sensação de família e comunidades aprendendo juntas através da contação de histórias não está lá.

Plateia dormindo em Holy Motors (Imagem: Reprodução/Pierre Grise Productions)
Plateia dormindo em Holy Motors (Imagem: Reprodução/Pierre Grise Productions)

Mesmo ao ir com amigos ao cinema, poucas vezes o assunto pós-sessão é um verdadeiro debate. Em casa, no entanto, a liberdade de poder conversar, pausar, ver de novo, se empolgar e emendar em outro filme, isso sem contar o conforto, tudo soa muito mais como um evento tribal de contação de histórias. É uma ilusão a ideia de que, na sala de cinema, estamos compartilhando algo muito além do espaço físico com os demais espectadores, os anônimos que nos circulam.

Assim, o impacto que as séries Marvel podem causar é duplamente interessante e assustador, assim como têm sido vistas as redes sociais após o recente alerta de O Dilema das Redes. Permitir que o MCU tenha uma expansão na TV é bom para a arte produzida para a TV. Por outro lado, o monopólio financeiro será similar ao de sempre. A TV e a internet são de acesso mais amplo que as sessões de cinema e não é difícil encontrar pessoas que preferem ver uma versão de baixa qualidade pirateada a ter que pagar por um ingresso que consome parte considerável dos seus ganhos.

Os serviços de streaming e VOD, porém, não são gratuitos. Grandes sagas do passado passaram por isso: Star Wars, por exemplo, nasce no cinema, mas é expandido na TV, na internet, nos games, em livros e jogos. Tudo isso precisa ser consumido para que se tenha um contato com todo o universo. Os quadrinhos dos super-heróis que deram origem ao MCU são tantos e as sagas são tão grandes, que muitos leitores desanimam só de pensar em tudo o que é necessário conhecer para entender como um determinado personagem chegou aio que é hoje.

Imagem: Reprodução/Disney+
Imagem: Reprodução/Disney+

Já começou a debandada dos fãs da Marvel. A quarta fase do MCU provavelmente já não tem o mesmo número de espectadores atualizadíssimos que tinha a segunda e a terceira fases. A dependência da assinatura do Disney+ deve ter um efeito negativo nesse sentido e, assim como os quadrinhos, em breve o MCU será algo quase impossível de ser acompanhado pelos novos espectadores, tornando-se uma série de filme acompanhada por um grupo de fãs. Só os filmes do MCU já somam mais ou menos 50 horas de história e agregar obras episódicas a isso tornará ainda mais difícil para os novos espectadores entender o que está acontecendo (sobretudo as piadas internas do MCU).

Por outro lado, a Marvel, como referência do cinema contemporâneo, abre ainda mais caminhos para que séries cada vez maiores, melhores e, provavelmente, mais caras comecem a surgir, caminho primeiramente trilhado pela adaptação de As Crônicas de Gelo e Fogo, mas que ganha novas dimensões com os ainda mais populares super-heróis. Quanto ao futuro, começaremos a ver como isso, somado às consequências da pandemia, afetará as divisões entre TV e streaming como inferiores ao cinema.

A questão que nos cabe é: quais experiências nós queremos? O que é, para mim e para você, ver um filme no cinema, na TV, no celular ou no computador?

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Com informações Forbes

Fonte: Canaltech

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