Como o discurso de ódio abastece a violência eleitoral?

Aos gritos de "Aqui é Bolsonaro" o agente penitenciário federal Jorge Guaranho invadiu a festa de aniversário de 50 anos do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu (PR), o guarda municipal Marcelo de Arruda, e atirou nele, que morreu na madrugada deste domingo. Em outro caso, três dias antes, André Stefano Dimitriu Alves de Brito, de 55 anos, se infiltrou num comício do ex-presidente e pré-candidato Lula (PT) na Cinelândia, no Rio, e atirou um artefato explosivo com fezes em meio aos apoiadores. No dia 15 de junho, em Uberlândia (MG), um drone sobrevoou um evento em que Lula se encontrou com o pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PSD), lançando "água de esgoto" nas pessoas que lá estavam. Nas últimas eleições à presidência, em 2018, Jair Bolsonaro, então candidato à presidência pelo PSL, levou uma facada quando visitava a cidade mineira de Juiz de Fora. Naquele mesmo ano, o empresário Carlos Alberto Bettoni teve traumatismo craniano após ser agredido por apoiadores do ex-presidente Lula, em São Paulo, após manifestar-se contra petistas que deixavam o local. Também em 2018, a caravana de Lula foi alvo de tiros no interior do Paraná. No Ao Ponto desta terça-feira o cientista político Felipe Borba, que é coordenador do Observatório da Violência Política Eleitoral, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), analisa como o discurso de ódio tem influenciado a violência eleitoral neste ano e avalia de que forma os líderes políticos do país têm papel decisivo para alimentar ou frear o cometimento de crimes durante a campanha.

Publicado de segunda a sexta-feira, às 6h, nas principais plataformas de podcast e no site do GLOBO, o Ao Ponto é apresentado pelos jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, sempre abordando acontecimentos relevantes da atualidade. O episódio também pode ser ouvido na página de Podcasts do GLOBO. Você pode seguir a gente em plataformas como Spotify, iTunes, Deezer e também na Globoplay.

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