Como o novo HDMI 2.1a revela a bagunça dos padrões da indústria

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  • Recomendação da indústria é de denominar as entradas sempre com a versão mais recente, mesmo não sendo

  • No entanto, companhias de TV não chegam a obedecer as diretrizes, decidindo por si mesmas como nomear as entradas

  • No final, a criação de um padrão não serviu para nada, pois não facilitou a vida do consumidor

Vamos começar do começo, o HDMI 2.1a é uma revisão do HDMI 2.1 que adiciona o novo recurso SBTM ou Mapeamento de Tom Baseado na Fonte. O SBTM é um novo recurso de HDR ou Alto Alcance Dinâmico, que permite que sua TV alcance qualidades excelentes de brilho e contraste.

O SBTM permitirá que o seu dispositivo de reprodução, como o computador, o videogame, ou o decodificador da tv a cabo, se comunique com a TV a fim de impedir que ambos calculem o tom e ocorra uma falsificação da imagem.

Ou seja, sua imagem ficará mais aproximada com o que os produtores do filme, do jogo ou da série queriam que você visse.

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O problema é que, assim como qualquer outro recurso exclusivo do HDMI 2.1, como resolução de 10K ou taxas de atualização de 120Hz, o SBTM será um recurso opcional que os fabricantes podem oferecer - mas não algo que eles sejam obrigados a incluir.

Isso ocorre porque o HDMI Forum e o HDMI Licensing Administrator (as duas organizações que definem e licenciam os padrões HDMI, respectivamente) definem os padrões como um conjunto que contém todos os padrões anteriores.

Isto é, agora que existe o padrão HDM1 2.1, não existe mais o padrão 2.0, todas as antigas entradas 2.0 devem ser agrupadas sob o nome de 2.1, mesmo se não usarem nenhum dos novos recursos do 2.1.

O mesmo acontecerá com o lançamento do HDMI 2.1a. Os HDMI antigos terão de ser chamados 2.1a, mesmo que não consigam entregar os recursos.

Segundo as organizações, as empresas deverão listar quais recursos seu hardware suporta, para que fique claro para os clientes do que seu hardware é capaz.

No entanto, o objetivo dos padrões não é justamente simplificar essas coisas, padronizando os dispositivos? Se você tem que ficar fuçando um manual para saber se há algum recurso em específico, por que se preocupar com a marca HDMI 2.x em primeiro lugar?

Para piorar, um relatório do portal TFTCentral apontou que a maioria dos fabricantes não estão seguindo as recomendações de rotulagem. Ou seja, as empresas de TV ainda listam as portas como HDMI 2.0 e estão guardando a nomeação de 2.1 para as portas que realmente suportam os recursos mais recentes.

A questão é que, de acordo com as regras da organização que licencia o padrão, essas empresas não deveriam rotular assim, apesar do fato de ser mais útil para os clientes.

Isso significa que há uma chance de empresas menos escrupulosas (ou simplesmente mais ignorantes) começarem a comercializar portas HDMI 2.1 que não oferecem nenhum recurso 2.1 ou 2.1a.

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