Como senadora, Tebet votou com governo Bolsonaro na economia e contra nos costumes e cultura

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Pré-candidata à Presidência pelo MDB, a senadora Simone Tebet (MS) votou a favor das principais pautas econômicas do governo Jair Bolsonaro (PL). Entre elas, a reforma da Previdência, a autonomia do Banco Central, o Novo Marco Legal do Saneamento Básico e a Lei da Liberdade Econômica.

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Um das poucas exceções de voto contrário ao governo na área econômica foi a medida provisória (MP) que abria caminho para a privatização da Eletrobras. Embora seja favorável à venda da estatal, a senadora diz não concordar com as mudanças feitas no Congresso no projeto — os chamados "jabutis".

As convergências com o governo estão mais restritas à área econômica uma vez que Tebet se considera liberal, apesar de contrária à privatização da Petrobras. Na cultura, por exemplo, a senadora tem ido na contramão do governo. Recentemente, votou a favor da Lei Aldir Blanc 2, que cria uma política permanente para o setor cultural, e da Lei Paulo Gustavo, que libera R$ 3,86 bilhões do Fundo Nacional de Cultura (FNC) para fomento de projetos culturais. Ambas foram vetadas por Bolsonaro.

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Tebet também diverge quando o assunto são os costumes. Em junho de 2019, ela ajudou a derrubar um decreto de Bolsonaro que ajudava a flexibilizar a posse e porte de armas no país. A senadora ainda se diz contrária a duas bandeiras caras ao atual presidente: o ensino domiciliar, cujo texto-base do projeto foi aprovado na Câmara, e a proibição do que Bolsonaro chama de ensino de “ideologia de gênero” nas escolas. A única pauta que ambos se aproximam no campo ideológico é o aborto, do qual a senadora se diz contra a legalização, exceto nos casos já previstos em lei, mas defende um debate via Congresso. Em levantamento do GLOBO feito em maio com todas as parlamentares do Congresso, ela foi uma das quatro que não quiseram se posicionar sobre o tema.

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A emedebista foi favorável às principais pautas educacionais aprovadas pelo Congresso, como a criação do Novo Fundeb e a instituição do Sistema Nacional de Educação (SNE), apelidado de "SUS da Educação". Ela ainda ajudou a derrubar vetos do governo ao projeto que garante acesso à internet a alunos e professores da rede pública e a outro que prevê a distribuição gratuita de absorventes a estudantes dos ensinos fundamental e médio.

Embora o Senado ainda não tenha apreciado as principais pautas que dizem respeito ao agronegócio e ao meio ambiente, Tebet já fez acenos na direção de ambientalistas e organizações do terceiro setor. Em seu plano de governo, a senadora fala em "revogaço ambiental" e "economia verde".

Apesar de estar ligada ao agronegócio, no âmbito parlamentar, Tebet não assinou o requerimento da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pedindo a aceleração da tramitação do chamado "Pacote de Destruição", conjunto de projetos de lei em tramitação no Congresso que falam, por exemplo, em permitir o garimpo em terras indígenas. Tebet também ajudou a coletar assinaturas para requerer a tramitação do PL da Grilagem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), atendendo a pedido da Coalização Brasil Clima Florestas e Agriculta.

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