Como Tite redescobriu Paquetá, novo parceiro de Neymar

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Lucas Paquetá já estava na pré-lista da Copa do Mundo de 2018, mas Tite o via como um meia, opção a Philippe Coutinho pelo lado esquerdo. Precisou que o jovem mudasse de ares, da Itália para a França, na última temporada, para que fosse redescoberto durante as semanas de treinamento da Copa América. As observações do auxiliar da seleção e filho do técnico, Matheus, permitiram que o jogador crescesse na função que desempenha melhor desde os tempos de Flamengo. Como um volante que defende e ataca, e se posiciona mais pelo lado direito, Paquetá se firmou como titular e parceiro ideal de Neymar nos últimos jogos do torneio sul-americano. Mesmo com a volta de Gabriel Jesus de suspensão, deve ser mantido na equipe que joga a final no próximo sábado, no Maracanã.

Do lado de fora do campo, as dancinhas com Neymar ilustram a felicidade pela boa fase em seu clube e na vida pessoal. Pai de dois filhos, um nascido no Rio, enquanto estava na Itália, e outro na França, o jovem de 23 anos amadureceu durante a pandemia. Na nova equipe, foi eleito o melhor da temporada na sua posição, com 16 participações diretas, 10 gols e seis assistências, atuando no Lyon em 34 partidas. Na seleção, chegou a 20 jogos e cinco gols, dois deles na atual edição de Copa América. O entrosamento com Neymar com a bola nos pés e nas comemorações esconde rapazes com perfis muito diferentes. Mas que possuem gostos em comum. Não apenas a música, mas também os jogos online, que explicam a boa relação.

— O Paquetá é um grande jogador, vem crescendo a cada partida, a cada jogo que ele joga pela seleção, fez uma grande temporada pelo seu clube e vem demonstrando que pode ser um jogador muito importante para nós, na seleção. Eu fico contente com a participação dele, com o jogo que ele fez, jogou muito, está de parabéns. É sempre bom reencontrar grandes jogadores na Seleção — disse Neymar após a vitória sobre o Peru..

Antes de reencontrar a felicidade e a titularidade na seleção, Paquetá retomou a confiança na França, onde foi mais acolhido e teve liberdade de desenvolver seu melhor futebol. Diferentemente do Milan, o Lyon tinha também uma equipe mais forte, e lá Paquetá encontrou outos parceiros, como Jean Lucas, Bruno Guimarães e Thiago Mendes, todos brasileiros com quem recuperou o prazer de jogar. Como volante, não mais meia-atacante, atacante de lado ou camisa 10, posições que rodou na Itália.

Na volta à seleção, houve enfim o recuo. Antes visto como reserva de Coutinho e até de Neymar, passou a concorrer com os jogadores mais construtores, como Arthur e Éverton Ribeiro. Como um segundo homem de meio-campo que pode virar terceiro. Sua versatilidade o fez ser utilizado em outras funções vindo do banco, e também corresponder. No começo da Copa América Tite começou a pensar em ter Paquetá mais recuado. Nas primeiras partidas, não rendeu tanto adiantado, e enfim veio a decisão do técnico. Que trouxe benefícios ao jogo coletivo da seleção e ao seu lado estético. Com Paquetá e Neymar, o Brasil é mais bonito de ver.

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