Como vai funcionar a sur, moeda comum entre Brasil e Argentina. Tire suas dúvidas

Em artigo publicado no jornal argentino "Perfil" no fim de semana, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Alberto Fernández escreveram que vão avançar nas discussões sobre a criação de uma moeda sul-americana comum, que poderá ser usada em trocas financeiras e comerciais entre os países.

A possível criação da nova moeda, que o governo brasileiro sugere chamar de sur, será debatida em encontro bilateral na Casa Rosada, sede do governo argentino, em Buenos Aires, nesta segunda-feira (dia 23). Apesar de embrionário, o projeto já levanta várias dúvidas sobre sua viabilidade e como a moeda comum funcionaria.

A nova moeda vai substituir o real ou o peso, como o euro substituiu as moedas nacionais? Poderá ser usada por turistas? O EXTRA preparou um perguntas e respostas com o que se sabe até agora. Veja abaixo.

Não. Se criada, a sur será uma moeda paralela às moedas nacionais. A ideia é usá-la apenas em fluxos financeiros e comerciais, reduzindo os custos das operações e a vulnerabilidade externa, explicaram Lula e Fernández no artigo publicado no "Perfil". Não será, portanto, como o euro, que substituiu o marco alemão e o escudo português, por exemplo.

O governo brasileiro pedirá, inclusive, que isso fique claro no acordo a ser firmado entre os dois países para avanços nos estudos.