Como votos em branco e nulos podem ajudar Bolsonaro

REUTERS/Ricardo Moraes

Pesquisa Ibope para Presidência divulgada nesta segunda-feira (15) mostrou o candidato do PSL Jair Bolsonaro com 59% dos votos válidos, seguido por Fernando Haddad (PT), com 41%. A diferença na intenção de votos é alta : são 18 pontos.

Dessa forma, Haddad precisaria não apenas atrair votos que foram para outros candidatos no primeiro turno, tarefa não tão fácil, mas convencer os brancos e nulos a mudarem de ideia.

Isso porque, na prática, esses votos ajudam quem está na frente na disputa. Como brancos e nulos não são contabilizados entre os votos válidos, facilitam a obtenção de maioria pelo líder nas pesquisas – assim como as abstenções.

Lembrando que para eleger um presidente, é preciso mais de 50% dos votos válidos, não do total da votação.

Neste ano, brancos e nulos somaram 8,79% do total de votos no primeiro turno. Em 2014, foram 10% e caíram para 6% no segundo. Já as abstenções, aquelas pessoas que nem aparecem para votar, foram maiores: foram 19% dos eleitores registrados no primeiro turno de 2014 e 21% no segundo.

De acordo com a última pesquisa Ibope, a intenção de nulos e brancos para o segundo turno é um pouco maior à registrada no primeiro, de 9%.