Companhias aéreas retomam voos aos EUA após turbulento lançamento do 5G

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Várias companhias aéreas internacionais, incluindo a Emirates, alteraram seus serviços durante o lançamento do 5G (REUTERS/Dado Ruvic)
Várias companhias aéreas internacionais, incluindo a Emirates, alteraram seus serviços durante o lançamento do 5G (REUTERS/Dado Ruvic)
  • Lançamento do serviço 5G, implantado na última quarta, causou temores nas companhias

  • Presidente da Emirates, Tim Clark, havia chamado lançamento do 5G de “totalmente irresponsável”

  • Empresa retomou serviço para várias cidades dos EUA depois que FAA liberou alguns aviões

As companhias aéreas internacionais retomaram seus voos com destino aos EUA na última quinta-feira (20), após um lançamento limitado do serviço 5G que resultou em pequenas interrupções nos horários.

A Emirates, com sede em Dubai, foi uma das várias empresas estrangeiras que alteraram o serviço no céu norte-americano por temores de que o novo serviço - implantado na quarta-feira (19) - pudesse interferir em instrumentos sensíveis usados ​​para medir a altitude em alguns aviões, incluindo o popular modelo Boeing 777. A retomada dos voos para Chicago, Dallas Fort Worth, Miami, Newark, Orlando e Seattle começa a partir desta sexta-feira (21).

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FAA liberou aviões

A decisão da Emirates - que foi acompanhada de outras companhias aéreas - ocorreu após o anúncio da Administração Federal de Aviação (FAA) de que mais modelos de aviões, incluindo o Boeing 777, foram liberados para operar. “Pedimos desculpas pelo inconveniente causado aos nossos clientes pela suspensão temporária de voos para alguns de nossos destinos nos EUA”. O presidente da Emirates, Tim Clark, disse em um comunicado que “a segurança sempre será nossa principal prioridade”.

Lançamento irresponsável

Os voos da Emirates para Boston, Houston e São Francisco retomariam o uso do modelo Boeing 777 no sábado (22), após mudar para outro modelo. Para Tim Clark, o lançamento do 5G foi “totalmente irresponsável”, mas a empresa estava “muito ciente de que este é um adiamento temporário e uma resolução de longo prazo seria necessária”.

Japan Airlines já voltou com voos nos EUA

A Japan Airlines, por sua vez, disse que retomará os voos nos EUA a partir de quinta-feira depois de “receber a confirmação da FAA (Federal Aviation Administration) de que não há mais problemas com a operação do Boeing 777 [...] continuaremos monitorando a situação de perto e, se houver algum impacto em nossas operações de voo, anunciaremos prontamente em nosso site”.

Air India retoma serviços nesta sexta

A Air India observou que seus voos que entram e saem dos EUA foram “afetados” nos últimos dois dias, mas afirmou que retomará o serviço normal nesta sexta-feira (21). “Gostaríamos de informar nossos passageiros que viajam de/para destinos nos EUA que, a partir de 00h de 21 de janeiro de 2022, as operações de voos normais recomeçarão de/para os EUA”, disse a conta da Air India no Twitter.

Voos da Emirates para Boston, Houston e São Francisco retomariam o uso do modelo Boeing 777 no sábado (REUTERS/Brian Snyder)
Voos da Emirates para Boston, Houston e São Francisco retomariam o uso do modelo Boeing 777 no sábado (REUTERS/Brian Snyder)

Lufthansa retorna às operações normais

A Lufthansa, com sede na Alemanha, que cancelou um voo com destino aos EUA na última quarta-feira (19) e disse inicialmente que trocaria de modelo de avião por outros voos, também confirmou o retorno às operações normais. A companhia alemã disse que “operaria normalmente e de acordo com o cronograma com os tipos de aeronaves previamente planejados para seus voos para os EUA”, informou a CNN.

400 voos foram cancelados

As companhias aéreas cancelaram menos de 400 voos nos EUA na quarta-feira, depois que a AT&T e a Verizon concordaram em limitar temporariamente seu lançamento de 5G para evitar grandes aeroportos. Várias operadoras disseram que sofreram poucas interrupções em suas operações. O principal grupo comercial que representa as companhias aéreas dos EUA disse que a decisão de limitar o lançamento ajudou a “evitar interrupções catastróficas” nas viagens aéreas.

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