Companhias suspendem cruzeiros no Brasil até 21 de janeiro

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Registro de um navio de cruzeiro (Foto: Joe Raedle/Getty Images/AFP / AFP / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / JOE RAEDLE)
Registro de um navio de cruzeiro (Foto: Joe Raedle/Getty Images/AFP / AFP / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / JOE RAEDLE)
  • Companhias de cruzeiros suspendem atividades no Brasil até 21 de janeiro

  • A decisão ocorre em meio aos surtos de covid-19 em navios de turismo

  • Nota foi divulgada pela Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros

As companhias de cruzeiros anunciaram nesta segunda-feira (3) a suspensão das atividades no Brasil até 21 de janeiro. A decisão ocorre em meio aos surtos de covid-19 em navios de turismo registrados nas últimas semanas.

Em nota, a Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros (CLIA Brasil) afirmou que "nas últimas semanas, as duas companhias de cruzeiros afetadas experimentaram uma série de situações que impactaram diretamente as operações nos navios, tornando a continuidade dos cruzeiros neste momento impraticável".

Ainda de acordo com a entidade, o objetivo da suspensão das atividades é "buscar alinhamento com as autoridades do governo federal, Anvisa, estados e municípios nos destinos que operamos em relação às interpretações e aplicações dos protocolos operacionais de saúde e segurança que haviam sido aprovados no início da atual temporada, no mês de novembro".

Nesta segunda, representantes de diferentes ministérios se reuniram com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para definir o que precisa ser feito diante dos surtos de covid-19. Na última sexta-feira, a Anvisa recomendou que os cruzeiros fossem suspensos temporariamente.

Confira a nota da Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros:

"A CLIA Brasil (Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros) anunciou hoje a suspensão voluntária imediata das operações nos portos do Brasil até 21 de janeiro de 2022. Durante esta pausa, a CLIA está trabalhando, em nome das companhias de cruzeiros que operam no país – MSC Cruzeiros e Costa Cruzeiros – para buscar alinhamento com as autoridades do governo federal, Anvisa, estados e municípios nos destinos que operamos em relação às interpretações e aplicações dos protocolos operacionais de saúde e segurança que haviam sido aprovados no início da atual temporada, no mês de novembro.

Por conta disso, a CLIA Brasil iniciou conversações urgentes com instituições como os Ministérios da Saúde, Turismo, Infraestrutura, Casa Civil, Anvisa e autoridades locais de estados e municípios onde os navios operam para rediscutir as questões em relação a aplicação das normas e o novo cenário. Nas últimas semanas, as duas companhias de cruzeiros afetadas experimentaram uma série de situações que impactaram diretamente as operações nos navios, tornando a continuidade dos cruzeiros neste momento impraticável. Além disso, a incerteza operacional causou inconvenientes significativos para os hóspedes que contavam com suas férias no mar com rígidos protocolos de segurança.

A suspensão temporária e voluntária ocorre com efeito imediato para novas partidas e nenhum hóspede será embarcado até o dia 21 de janeiro. Os cruzeiros atuais vão finalizar os seus itinerários conforme planejado. A CLIA Brasil lamenta que as companhias tenham sido levadas a tomar essa decisão no Brasil, dado que os protocolos de saúde e segurança dos navios continuam mostrando a sua eficiência, destacando-se como um exemplo a ser seguido em todo o mundo. No entanto, é importante que haja convergência entre os protocolos dos navios e os acordos feitos com as autoridades. Esperamos esclarecer esses acordos para garantir um plano uniforme entre as empresas e as autoridades em todos os níveis".

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