Compartilhamento de bike elétrica começa na próxima segunda na cidade de SP

SÃO PAULO, SP, 03.06.2022 -  BICICLETAS-SP - O prefeito Ricardo Nunes conversa com Tomas Martins, executivo da Tembici, que vai começar a compartilhar bicicletas elétricas na cidade de São Paulo. (Foto: Fábio Pescarini/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 03.06.2022 - BICICLETAS-SP - O prefeito Ricardo Nunes conversa com Tomas Martins, executivo da Tembici, que vai começar a compartilhar bicicletas elétricas na cidade de São Paulo. (Foto: Fábio Pescarini/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Começa a funcionar na próxima segunda-feira (6) o compartilhamento de bicicletas elétricas na cidade de São Paulo. No início, serão 500 unidades distribuídas em cerca de 250 estações espalhadas pela cidade.

A meta é dobrar o número de número de e-bikes até o fim do ano, segundo Tomas Martins, CEO da Tembici, que já faz o compartilhamento de bicicletas comuns, de cor laranja. As estações serão as mesmas para os dois modelos.

O lançamento foi feito nesta sexta-feira (3) em homenagem ao Dia Mundial da Bicicleta. O evento na praça Franklin Roosevelt, na região central, contou com a presença do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que pedalou em comitiva de volta para a prefeitura, no viaduto do Chá, também no centro.

Atualmente, a Tembici conta com 2.600 bicicletas para compartilhamento na cidade.

O preço do aluguel da bike elétrica será superior ao das tradicionais. Enquanto a comum custa R$ 3,99 por 15 minutos de uso na locação avulsa, o novo equipamento terá ainda uma cobrança de R$ 0,20 por minuto.

No pacote mensal, o mais caro, a bicicleta normal custa R$ 39,99, com direito a quatro viagens de 60 minutos por dia. Na versão elétrica, será cobrado mais R$ 2,50 para cada 15 minutos de uso.

Para fazer a locação é preciso baixar o aplicativo Bike Itaú no celular e fazer um cadastro.

"É a mesma bicicleta disponíveis nos serviços de Nova York, Washington e Londres", afirmou Martins.

Visualmente, os dois modelos -comum e elétrico- são semelhantes, já que nem motor nem bateria são visíveis. A principal diferença é que o novo equipamento tem próximo ao guidão um medidor da carga.

A e-bike disponível para compartilhamento, segundo o Martins, não tem acelerador e usa sistema de pedal assistido, ou seja, quando ciclista pedala há uma assistência elétrica que auxilia em ladeiras, por exemplo.

O prefeito, que repetiu várias vezes ser sedentário, disse ter sido convencido a usar uma bicicleta, durante agenda em Nova York no início do ano, quando descobriu que o modelo disponível era elétrico. "Não faço academia e nem nada", afirmou.

O modelo elétrico, afirma Nunes, vai ser útil principalmente pessoas mais velhas --segundo ele, atualmente 14% da população da cidade é idosa, número que tende a dobrar para 30% em 2050.

Além do Itaú, o projeto, segundo o executivo, foi desenvolvido junto com o iFood para auxiliar no trabalho dos entregadores. "São Paulo é a primeira cidade que conta com esse serviço no país", afirmou.

Segundo Fernando Martins, responsável por inovação e logística do iFood, a empresa planeja que até 2025 metade dos modais para entrega seja de veículos não poluentes.

Sobre a data, Nunes admitiu que existem muitas ciclovias e ciclofaixas na cidade que precisam ser reformuladas.

O prefeito afirmou que a cidade soma atualmente 700 km de vias para ciclistas e que o plano de metas da prefeitura é construir mais 300 km até 2024. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), para 2022 estão definidos 157 km de novas ciclovias ou ciclofaixas, dos quais 48 km já estão em execução.

Um estudo divulgado nesta sexta-feira pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego mostrou que no ano passado o número de ciclistas vítimas de acidentes graves de trânsito, ou seja, que provocaram hospitalizações por ao menos 24 horas, cresceu cerca de 22% no país na comparação com 2019, período anterior à pandemia de Covid-19.

No estado de São Paulo o crescimento foi de 23% no período, de acordo com a associação, com dados do SUS (Sistema Único de Saúde).

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