Compensação recorde nos EUA para dois negros presos injustamente por 31 anos

·1 minuto de leitura
Dois irmãos condenados por engano vão receber US$ 84 milhões de indenização

Dois meio-irmãos negros portadores de deficiência intelectual receberão 84 milhões de dólares por decisão judicial como compensação por sua prisão arbitrária e encarceramento durante 31 anos por um crime do qual eram inocentes, informou o advogado dos dois à AFP.

"É o veredicto mais severo proferido por um casso de erro judicial na história dos Estados Unidos", disse Me Des Hogan, que os representou.

Um júri resolveu na sexta-feira à noite o pagamento de 75 milhões de dólares em perdas e danos a Henry Lee McCollum e seu meio irmão, Leon Brown, que tinham apresentado uma denúncia civil à justiça federal por violações de seus direitos civis. Um acordo paralelo adicionou 9 milhões de dólares adicionais à cifra.

Para Hogan, "o júri quis enviar uma mensagem para dizer que os velhos tempos acabaram", quando as autoridades prestavam pouca atenção aos direitos das pessoas marginalizadas, pobres e de cor que vivem nas zonas rurais.

Os meio irmãos tinham 19 e 15 anos quando foram detidos em 1983, após uma denúncia anônima - de uma adolescente que depois se retratou - pelo estupro e o homicídio de Sabrina Buie, de 11 anos, na pequena cidade de Red Springs, no estado da Carolina do Norte.

O corpo da menina tinha sido encontrado seminu em um campo, em meio a latas de cerveja e guimbas de cigarros.

Por fim, sua inocência foi reconhecida em 2004 após exames de DNA realizados em uma das guimbas encontradas perto da vítima. A amostra correspondia a um homem que morava a 100 metros do local do crime e que um mês depois estuprou e matou uma jovem de 18 anos, pelo qual foi condenado.

chp/vgr/llu/gma/mvv

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos