Complexo do Ibirapuera vai virar shopping? Entenda

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Panorama of Ibirapuera district in Sao Paulo, featuring more in the foreground the Ibirapuera Gymnasium (Ginásio do Ibirapuera), the main state indoor sporting arena and its sports complex. In the neighborhood, The Southeastern Military Command  complex (Comando Militar do Sudoeste - CMSE) and the Legislative Assembly building (Palácio 9 de Julho - Assembleia Legislativa). In the background, Ibirapuera Park and its lake.
Panorama of Ibirapuera district in Sao Paulo, featuring more in the foreground the Ibirapuera Gymnasium (Ginásio do Ibirapuera), the main state indoor sporting arena and its sports complex. In the neighborhood, The Southeastern Military Command complex (Comando Militar do Sudoeste - CMSE) and the Legislative Assembly building (Palácio 9 de Julho - Assembleia Legislativa). In the background, Ibirapuera Park and its lake.

Na última segunda-feira, 30, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), rejeitou o pedido de tombamento do Conjunto Esportivo Constâncio Vaz Guimarães, local onde fica o Ginásio do Ibirapuera.

Sem o tombamento, o governo do estado segue com caminho livre para derrubar o complexo esportivo. No projeto desenvolvido pela gestão João Doria, o Ginásio do Ibirapuera seria “reconvertido” no que chamam de “centro comercial de entretenimento e de gastronomia”. O projeto usa também a palavra “shopping”.

Segundo informações do blog Olhar Olímpico, do UOL, a proposta será apresentada ainda no mês de dezembro. A proposta de Doria é entregar todo o terreno, que tem 91 mil metros quadrados, para a iniciativa privada. A empresa vencedora teria de construir uma arena multiuso para 20 mil pessoas, mas não necessariamente no mesmo local onde está, hoje, o Ginásio do Ibirapuera.

Atualmente, o estádio atende diversas modalidades, como futebol, atletismo e rúgbi, além de ter um complexo aquático com piscina olímpica, tanques de saltos e arquibancada. Há, ainda, quadras de tênis. No local também ficam os alojamentos para atletas do Projeto Futuro, que releva atletas olímpicos.

O terreno foi cedido ao governo do estado na década de 1940 pela prefeitura com a exigência de que o uso fosse exclusivamente para o esporte. De acordo com o UOL, o governo acredita que a requisito seria preenchido pela construção de quatro quadras poliesportivas e uma pista de skate.

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Essa área somaria 2 mil metros quadrados dos mais 90 mil que tem o total. O resto da área poderia ser usada pelo concessionário para conseguir receita. A sugestão do estudo feito pelo estado é de que sejam construídos um apart hotel, um hotel e um terceiro edifício de escritórios, além de um shopping a céu aberto.

No entanto, ainda não há confirmação de que um shopping será construído no local. Quando o governo lançou o Procedimento de Manifestação de Interesse, foram feitas sete propostas. Segundo o blog Olhar Olímpico, seis propuseram a criação de um centro comercial, mas apenas uma delas falava em hotel. Entre os possíveis concessionários, três pretendem manter o complexo esportivo, mas substituindo o ginásio atual por um novo.

O projeto final depende da empresa que vencer a concessão.