Compra de próteses penianas pelo Exército deverá ser investigada por parlamentares

Próteses penianas infláveis são usadas para problemas de disfunção erétil (Foto: BSIP/UIG Via Getty Images)
Próteses penianas infláveis são usadas para problemas de disfunção erétil (Foto: BSIP/UIG Via Getty Images)

Resumo da notícia

  • Deputado e senador pediram investigação sobre compra de próteses penianas pelo Exército

  • Nos três pregões de 2021, Exército teria gastado R$ 3,5 milhões na compra

  • Próteses penianas infláveis foram destinadas a hospitais do Exército

O deputado Elias Vaz (PSB-GO) e o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) vão pedir que o Tribunal de Contas da União e o Mistério Público Federal abram uma investigação para apurar o motivo pelo qual o Exército comprou 60 próteses penianas infláveis pelo valor de R$ 3,5 milhões. A informação foi revelada pela coluna do jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles.

Na última segunda-feira (11), Eliaz Vaz também pediu explicações com Ministério da Defesa também sobre a compra de 35 mil comprimidos de Viagra para as forças armadas.

Os dados da compra das próteses constam no Portal da Transparência e no Painel de Preços do governo federal. No ano passado, foram feitos três pregões eletrônicos para a compra de próteses penianas infláveis de silicone, que medem entre 10 e 25 centímetros.

A primeira compra de próteses penianas foi em 2 de março e os 10 itens comprados foram destinados ao Hospital Militar de Área de São Paulo.

A segunda compra foi autorizada em 21 de maio de 2021. Foram adquiridas 20 próteses e cada uma custou cerca de R$ 57,6 mil reais. A compra foi direcionada ao Hospital Militar de Área de Campos Grande, no Mato Grosso do Sul.

A terceira compra foi em 8 de outubro de 2021, quando 30 novas próteses foram compradas para o Hospital Militar de Área de São Paulo. Cada uma delas custou R$ 60 mil.

Informações do portal do médico Drauzio Varella indicam que as próteses penianas são indicadas para casos de disfunção erétil e duram entre 10 e 15 anos. O valor costuma passar dos R$ 50 mil.

Ao portal Metrópoles, o Ministério da Defesa afirmou que não se manifestaria sobre a compra de próteses penianas, sob a justificativa de que o Exército tem autonomia para usar os próprios recursos. Já o Exército não respondeu os questionamentos do portal sobre o tema.