Comunidade internacional pede investigação sobre morte de jornalista na Cisjordânia

A União Europeia condenou, nesta quarta-feira (11), a morte da jornalista Shireen Abu Akleh, que trabalhava para o canal de televisão árabe Al Jazeera. Ela levou um tiro na cabeça durante uma operação das forças armadas israelenses na Cisjordânia ocupada. As Nações Unidas, Washington e Paris pedem uma investigação do caso.

Em um comunicado, Peter Stano, porta-voz do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, disse que é "essencial realizar uma investigação aprofundada e independente para esclarecer, assim que possível, todas as circunstâncias envolvendo os incidentes". Ele pediu que os responsáveis pelo crime sejam julgados.

O Alto Comissariado da ONU para os direitos humanos também expressou, em um tuíte, sua "consternação", em relação à morte da jornalista. "Nossos funcionários estão no local para verificar os fatos", diz a mensagem.

O Catar também condenou o assassinato da jornalista. O embaixador americano no país, Tom Nides, pediu que morte seja esclarecida, assim como o Ministério das Relações Exteriores francês.

A diretora da Unesco, Audrey Azoulay, também pediu uma investigação aprofundada do caso, assim como a Associação de repórteres da imprensa estrangeira em Israel (FPA na sigla em inglês), que se disse "horrorizada e chocada" com o episódio.

A jornalista da Al Jazeera foi atingida por um tiro durante uma ação do exército israelense na Cisjordânia, que foi acusado pelo canal de tê-la matado propositadamente.

Natftali Bennett acrescentou que a Autoridade Palestina tinha rejeitado a proposta israelense para praticar uma autópsia comum.

(Com informações da AFP)


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