Comunidade internacional renova apoio à Moldávia, afetada pela guerra na Ucrânia

A comunidade internacional anunciou, nesta segunda-feira (21), novas ajudas para a Moldávia, que enfrenta as consequências da invasão a Ucrânia e garante lutar contra as tentativas russas de desestabilização política.

A "plataforma internacional de apoio à Moldávia", lançada sob iniciativa da Alemanha, França e Romênia, se reuniu pela terceira vez em Paris, em um contexto de redução do fornecimento de gás a esta pequena nação fronteiriça com a Ucrânia. O país é candidato à adesão à União Europeia.

Esta antiga república soviética de 2,6 milhões de habitantes sofre as consequências da guerra, que são traduzidas em pressão migratória - com cerca de 80.000 refugiados ucranianos em seu território - e em uma crise energética.

A companhia russa Gazprom reduziu pela metade as exportações de gás para o país.

"A Rússia cortou uma grande parte do gás que entregava regularmente para a Moldávia e, por outro lado, as exportações de eletricidade da Ucrânia já não são possíveis devido aos bombardeios contra as infraestruturas ucranianas", disse a ministra das Relações Exteriores da França, Catherine Colonna.

A Moldávia não tem capacidade de armazenamento de gás e o governo implementou reformas para se conectar à rede elétrica europeia, como uma forma de enfrentar a crise.

A presidente Maia Sandu, pró-Europa, acusa a Rússia de financiar manifestações antigovernamentais. É uma "guerra híbrida", garantiu.

A Moldávia também conta com a presença de soldados russos na região separatista pró-Rússia da Transnístria, na fronteira com a Ucrânia.

Cerca de 50 delegações internacionais participaram da conferência desta segunda-feira, entre eles representantes da UE, Estados Unidos, Canadá, Japão, o FMI e o Banco Mundial.

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