Concessão da Cedae prevê investimentos bilionários em ecossistemas esquecidos há décadas no Rio

Lucas Altino
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Rios transformados em valões de esgoto, estações de tratamento com setores inoperantes, espécies ameaçadas e poluição que chega às praias. O cenário da Baía de Guanabara, da Bacia do Rio Guandu e do Sistema Lagunar de Jacarepaguá é de degradação ambiental. Após décadas de promessas de despoluição desses três pontos essenciais do ecossistema fluminense, a concessão de serviços da Cedae é vista como uma oportunidade histórica de concretizar o que, até agora, ficou na teoria. No contrato, há previsão de investimentos para recuperar a imagem do Rio: R$ 2,6 bilhões para a Baía de Guanabara, R$ 2,9 bilhões para o Guandu e R$ 250 milhões para a dragagem das lagoas da Zona Oeste. Nesse pacote, tem espaço até para saldar o passivo judicial da Cedae em obras e demandas exigidas em ações do Ministério Público.

Na introdução do caderno de encargos da concessão, o texto deixa clara a diretriz de “minimizar a poluição da Baía da Guanabara e dos seus corpos afluentes e, assim, alcançar os mesmos objetivos em relação ao Rio Guandu, que é o principal manancial da Região Metropolitana, além de melhorar a balneabilidade das praias e lagoas”. Apesar de as obras de saneamento serem a forma principal de recuperar o meio ambiente, há projetos específicos que podem garantir resultados mais imediatos.