Concessões à Hungria sobre sanções "não são aceitáveis", diz premiê de Luxemburgo

Primeiro-ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel

DUBLIN (Reuters) - O sucesso da Hungria em remover um aliado próximo do presidente russo, Vladimir Putin, da última rodada de sanções da União Europeia "não foi aceitável", disse o primeiro-ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel, nesta sexta-feira.

A UE deu na quinta-feira sua aprovação final a um novo pacote de sanções como punição pela invasão da Ucrânia pela Rússia --incluindo um embargo gradual às importações de petróleo russo-- depois de muitas disputas com o governo do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

A Hungria e dois outros Estados da Europa Central sem litoral garantiram isenções para as importações de oleodutos dos quais dependem, enquanto Budapeste também insistiu que o chefe da Igreja Ortodoxa Russa, patriarca Kirill, um aliado próximo de Putin, não fosse colocado na lista, apesar dos planos de sancioná-lo.

A oposição da Hungria bloqueou a necessária unanimidade da UE.

"Devo dizer que estou muito frustrado. Lamento dizer que ontem conseguimos um acordo sobre as sanções porque dissemos a Viktor Orbán: 'OK, tiramos o patriarca Kirill da lista'. Isso não é aceitável", disse Bettel, sob aplausos em uma conferência do grupo pan-europeu Alde.

"Ele estava na lista e depois ameaçam recusar tudo por causa da presença de Kirill."

(Reportagem de Padraic Halpin)

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