Concurso Miss Bumbum perde ação contra Taty Sindel, que arrancou faixa da vencedora: 'Apenas nervosismo e destempero'

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A organização do Miss Bumbum Brasil 2021 perdeu a ação pedindo danos morais movida contra a modelo Taty Sindel, que foi a responsável por arrancar a faixa da vencedora da competição ao discordar do resultado. A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo é assinada pela juíza Mônica Soares Machado. A magistrada entende que o ocorrido não trouxe danos à reputação do concurso.

"O que se tem a considerar é o destempero de uma jovem participante do concurso em tela que não alcançou a serenidade necessária para enfrentar a frustração da derrota e se comportou mal publicamente. Sua reação foi contornada naquele momento e, ainda que tenha ela afirmado que houve alguma fraude para conspurcar o título das vencedoras do concurso, nas reportagens carreadas aos autos, nenhuma repercussão deletéria se observou ter decorrido das assertivas por ela feitas porque, visto por todos, estava ela em momento de descontrole emocional acentuado", diz o trecho da decisão.

Na final ocorrida em julho, Lunna LeBlanc, representante de Minas Gerais, e Juh Campos (Roraima) foram declaradas as vencedoras, mas uma delas acabou tendo a faixa de campeã arrancada por uma das concorrentes em pleno palco, ao vivo. Taty Sindel, representante da Paraíba, não concordou com o resultado e se rebelou no palco, tirando a faixa da vice-campeã, jogando no chão e ainda gritou para as câmeras: "É roubado!".

"Apenas seu nervosismo e destempero assomaram sem que tenham dado lugar à desqualificação do concurso em relação à atividade por ele desenvolvida, não desdobrando a alegada mácula à idoneidade do concurso. Com efeito, mesmo que se reconheça que houve conduta inadequada da ré, e houve mesmo, tal qual as crianças de tenra idade que ainda não aprenderam a controlar seus instintos, embora já na vida adulta, a lesividade preconizada pela autora não ganhou corpo nos autos", segue a juíza do TJSP.

Além dos "danos à imagem do concurso", para a organização do Miss Bumbum Taty descumpriu o contrato ao atrapalhar o evento. Na decisão da magistrada, isso também não procede.

"Assim, sem descrição e comprovação de contornos outros para os fatos, não há responsabilização da ré por ofensa à reputação da requerente, logo, não se conclui nem por descumprimento contratual ensejador da aplicação da multa, nem pelo dever de reparar. Afinal, cláusula contratual não poderia haver impediente de descontrole emocional. Nesse contexto fático, é forçoso concluir que o dano é de ser objetivo, vale dizer, com prejuízo comprovado nos autos e com potencial de atingir o bom nome, reputação ou imagem da empresa, sobre o que nada se revelou".

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