Condenada por matar o amante em motel, Verônica Verone tem progressão para regime semiaberto

Carolina Heringer
·2 minuto de leitura

RIO — Prestes a completar uma década atrás das grades, Verônica Verone de Paiva, condenada a 15 anos de prisão por ter matado o amante, está perto de poder deixar a cadeia. A loura, que hoje tem 27 anos, conseguiu progressão do regime fechado para o semiaberto no dia 13 de janeiro. Agora, Verônica poderá obter autorização da Vara de Execuções Penais do Rio (VEP) para deixar o presídio durante o dia para trabalhar ou estudar.

Os presos que obtêm a progressão de regime, como ocorreu com Verônica, precisam pedir para as saídas, que não são automáticas, serem autorizadas. Apenas após nova decisão da VEP, Verônica poderá deixar a cadeia.

Procurada pelo EXTRA, a advogada da loura, Fernanda Baldanza, disse que não tem autorização para informar se alguma solicitação para as chamadas Visita Periódica ao Lar (VPL) ou Trabalho extramuros (TEM) já haviam sido feita.

Após a concessão da progressão de regime, a Justiça determinou que Verônica seja transferida para uma unidade prisional que abriga presos do regime semiaberto. Antes, ela estava na Penitenciária Tavalera Bruce, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Na unidade, em 2018, Verônica ganhou o concurso de beleza realizado pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Na ocasião, ela foi coroada Miss Talavera Bruce.

Redução de pena

Em agosto do ano passado, a defesa de Verônica entrou com uma ação no Tribunal de Justiça do Rio, chamada Revisão Criminal, para tentar reduzir a pena à qual a loira foi condenada. Ela foi sentenciada, em 2012, a 15 anos de prisão pelo crime de homicídio triplamente qualificado. O pedido, no entanto, foi negado pelos desembargadores do Primeiro Grupo de Câmaras Criminais do TJ do Rio no último dia 3.

Ao longo do tempo que ficou presa, Verônica conseguiu reduzir sua pena lendo livros, estudando e trabalhando. Na penitenciária Tavalera Bruce, ela leu os romances "A Normalista", de Adolfo Caminha, e "Clara dos Anjos", de Lima Barreto, além de ter terminado o Ensino Fundamental e cursado o Médio. Verônica também trabalhou na limpeza e na cozinha da penitenciária.

Para conseguir progressão de regime, Verônica também precisou melhorar o seu comportamento. Nos primeiros anos de cárcere, a loura teve diversos problemas com outras detentas e com agentes penitenciárias. Ela foi punida com oito faltas graves em quatro anos. Em entrevista ao EXTRA, Verônica já alegou que os problemas criados na cadeia eram uma estratégia do seu antigo advogado, que lhe instruía a fingir ter problemas psicológicos.

A última falta grave cometida por Verônica no presídio foi em 2017. Atualmente, seu comportamento é classificado como excepcional. Em maio de 2020, ela recebeu um elogio da direção do Talavera Bruce por seu excelente comportamento dentro da unidade.