Condenado à morte é executado em Oklahoma e outra execução é anulada no Alabama

Nos Estados Unidos, o estado de Oklahoma executou, na quinta-feira (18), um homem condenado à morte pelo assassinato de um menino de três anos, enquanto outra execução prevista para acontecer no Alabama foi cancelada no último minuto.

A execução de Oklahoma elevou para três o número de presos executados em dois dias no país, depois que dois condenados no corredor da morte receberam injeções letais no Arizona e no Texas na quarta-feira (17) à noite.

Após uma pausa durante a pandemia da covid-19, o ritmo das execuções se acelerou este ano nos Estados Unidos, especialmente nos estados conservadores do sul.

Richard Fairchild, de 63 anos, recebeu um coquetel letal na manhã de quinta-feira, na Penitenciária Estadual de Oklahoma, em McAlester. Foi a sétima execução neste estado desde que a prática foi retomada em outubro de 2021, depois de um intervalo de seis anos ligado a dúvidas sobre a legalidade dos produtos letais utilizados.

Fairchild foi condenado à morte há 26 anos por queimar, agredir e matar o filho de sua namorada após uma noite de bebedeira. Segundo testemunhas da execução, o homem manifestou arrependimento antes de morrer e pediu desculpas à família de sua vítima.

No Alabama, a execução de Kenneth Smith, de 57, estava prevista ontem, apesar da polêmica sobre seu caso. Em 1988, um homem contratou Smith, junto com outro assassino, para matar sua esposa e fazer parecer um assalto. O marido cometeu suicídio uma semana depois do homicídio, e a polícia se concentrou nos dois assassinos.

Smith foi condenado à morte, mas um tribunal de apelações anulou a sentença e convocou um novo julgamento. O réu foi, então, condenado novamente, em 1996, mas os membros do júri ficaram divididos sobre a sentença, com 11 dos 12 recomendando prisão perpétua. Adotando uma medida legal hoje proibida nos Estados Unidos, o juiz ignorou o júri e impôs a pena de morte.

Por esta razão, os advogados de Smith tentaram obter um indulto da Suprema Corte, na quarta-feira. Com maioria conservadora de juízes, a mais alta instância do Judiciário americano rejeitou o recurso, assim como dos outros três detentos executados esta semana.

Ainda assim, um tribunal federal de apelações finalmente decidiu a favor de Smith poucas horas antes do cumprimento da sentença.

Desde o início do ano, 16 condenados à morte foram executados nos Estados Unidos.

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