Condenado pela morte de empresária do Guimas cumprirá pena na cadeia por ter ficado foragido

Na última semana, a Justiça condenou Wendel dos Santos Gomes, a 33 anos, sete meses e 16 dias de prisão pela da morte da empresária Maria Cristina Bettencourt Mascarenhas, que era dona do tradicional restaurante Guimas, na Gávea. Wendel foi condenado pelos crimes de latrocínio, associação criminosa armada e corrupção de menores. A juíza Paula Fernandes Machado determinou que a pena deverá ser cumprida em regime fechado, devido à gravidade do caso, mas também pelo criminoso ter ficado foragido por pelo menos seis anos e ser reincidente.

O crime aconteceu no dia 17 de julho de 2014, por volta das 13h, quando Maria Cristina Mascarenhas saiu de uma agência bancária na Rua Marquês de São Vicente com aproximadamente R$13 mil reais e foi surpreendida por criminosos na Praça Santos Dumont, na Gávea. A empresária foi baleada na cabeça e não resistiu. Wendel foi o último dos cinco envolvidos no crime a ser preso.

O criminoso só foi detido pela polícia em abril de 2021 e agora teve a pena definida pela Justiça.

Maria Cristina Bettencourt Mascarenhas, conhecida carinhosamente como Tintim, era proprietária, junto com o marido, o português Chico Mascarenhas, e a sócia Priscila Guimarães, do tradicional restaurante Guimas. Ela era muito querida por todos na região. A empresária foi assassinada no crime conhecido como saidinha de banco a cerca de 290 metros de distância do estabelecimento do qual era dona.

Segundo uma testemunha, Maria Cristina estava experimentando uma saia na barraca do ambulante quando um dos bandidos veio por trás, passou o braço pelo pescoço dela e gritou: “Passa a bolsa!”.

— Foi muito rápido. Acho que foi menos de um minuto. Eram dois na moto, sendo que o bandido que a matou estava sem capacete. O outro ficou na moto. Os dois fugiram para lá — disse a testemunha, mostrando que os criminosos contornaram a praça e pegaram a Marquês de São Vicente.

Familiares e amigos se reuniram no local após o assassinato. No dia do crime, ao anoitecer, o fotógrafo Milton Guran acendeu uma vela. Ele lembrou o apartamento em Paris onde, nos anos 70, morou o casal Chico e Tintim.

— Nós três tínhamos os mesmos 22 anos. Após ser libertado do DOI-Codi, fui morar na França. Eu era muito pobre, trabalhava como auxiliar de lava-pratos quando os conheci. Os dois cuidaram de mim, me ajudaram em todas as dificuldades que tive. Aquele apartamento foi meu porto seguro durante dois anos — contou. — Tintim em Paris era um luxo. Ela era formada em belas-artes e me levava para conhecer os museus da cidade. Se eu sou fotógrafo hoje, é por causa dela e do Chico, que nessa época era fotógrafo e me apresentou a outros profissionais.

A violência urbana já tinha feito outra vítima na família. Em 1985, Tintim perdeu o pai, o oficial de Marinha reformado Marcos Fiovavante Bettencourt, morto por bandidos que tentaram roubar seu Passat em Botafogo.

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