Condenados pelo TRE, prefeitos de Duque de Caxias e Nova Iguaçu buscam reeleição

Marcos Nunes
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Foto: Cléber Júnior/ Agencia O Globo

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Foto: Cléber Júnior/ Agencia O Globo

Candidatos a reeleição e condenados por diferentes motivos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), os prefeitos de Duque de Caxias e de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, votaram no fim da manhã deste domingo.

Com o registro de candidatura indeferido por conta de uma condenação de crime ambiental, Washington Reis votou, às 10h, na Escola estadual Santo Antônio, em Xerém. O prefeito entrou com recurso contra decisão do TRE e continua concorrendo normalmente ao pleito eleitoral.

Reis disse acreditar que consiga ser reeleito ainda no primeiro turno. Porém, afirmou que prefere aguardar o resultado das urnas para comemorar.

— Pelo sentimento das ruas que eu percorri neste sábado e durante a semana, acho que estamos no caminho de um bom resultado. Mas, prefiro aguardar o resultado antes de falar em vitória. O que posso dizer é quero continuar recuperando a economia da cidade — disse o atual prefeito de Duque de Caxias.

Prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa foi afastado do cargo pelo TRE, a menos de 40 horas da votação deste domingo, por conta de um problema na eleição de 2016. Ele recorreu da decisão tomada pelo TRE, que não influi na atual disputa eleitoral, e continua exercendo o mandato.

O prefeito votou às 11h20, acompanhado dos filhos Bruna, de 26, e Leonardo, de 25, no Instituto estadual de Educação Rangel Pestana.

— Respeito a decisão da Justiça, mas não concordo com ela. Temos convicção que vamos reverter isso no Tribunal Superior Eleitoral — Lisboa.

Entre os eleitores que votaram no Instituto de Educação está José Maurício Brazão, de 58 anos. Com problemas de locomoção, ele teve que subir dois andares, amparado por um andador, até chegar na 87ª seção, instalada no segundo andar do colégio.

— Tive que subir dois andares, não teve outro jeito. Mas, valeu o esforço para votar — disse.

Já o ambulante Roberto Carvalho aproveitou a eleição para faturar. Ele montou 70 kits , com máscara e canetas, que estavam sendo vendidos por R$ 3 na porta do Instituto de Educação.

—Tenho esperança de vender tudo até o final do dia — disse o ambulante.