ConecteSUS tem volta parcial depois de 13 dias do primeiro ataque hacker

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BRASÍLIA — Depois de 13 dias à deriva, o site e o aplicativo do ConecteSUS retornaram nesta quinta-feira, por volta das 21h. A plataforma, no entanto, apresentava lentidão e oscilações. Alguns usuários que tentaram acesso por meio do aplicativo não conseguiam obter informações sobre a vacina que tomaram. A versão do ConecteSUS em site também apresentou lentidão. O ConecteSus é responsável por emitir o Certificado Nacional de Vacinação Covid-19 para quem completou o ciclo de imunização no Brasil.

Em nota, o Ministério da Saúde confirmou a reativação do aplicativo, mas admitiu que havia instabilidade nas primeiras horas em ''razão do volume de acessos''.

Com isso, o Ministério da Saúde tenta restabelecer os dados de vacinação contra a Covid-19, de exames e de medicamentos dos brasileiros. A plataforma saiu do ar após um ataque hacker atingir os sistemas da pasta em 10 de dezembro.

A invasão cibernética ocorreu um dia após o governo publicar portaria interministerial em que determinava que viajantes deveriam apresentar comprovante de vacinação ou realizar quarentena de cinco dias para entrar no Brasil via fronteiras aéreas.

Diante do ataque hacker, o governo decidiu adiar a vigência da portaria apesar de estrangeiros não terem vacinas registradas no ConecteSUS e de haver possibilidade brasileiros atestarem a vacinação por meio do comprovante físico.

Em seguida, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o comprovante vacinal fosse adotado não só nas fronteiras aéreas, mas também nas terrestres. O isolamento de cinco dias deveria ser realizado em casos de exceção, com pessoas que não podem tomar vacina por razões médicas. O caso foi levado a votação em plenário, mas o ministro Nunes Marques interrompeu o julgamento, que só deverá ser retomado em fevereiro.

Junto à plataforma, o site do ministério, sistemas de marcação de cirurgias e fila de transplantes, o Painel Coronavírus, o LocalizaSUS e o DataSUS — base de dados em saúde pública — também deixaram de funcionar. Parte deles já retomou a operação . Houve uma segunda invasão cibernética entre domingo e segunda-feira da semana passada. O ataque atingiu novamente as redes do ministério e de outros órgãos públicos, inviabilizando sistemas usados na gestão da pasta.

Como O GLOBO mostrou, falhas, ausência e divergência de dados, inconsistências e até suspeitas de clonagem de dados já rondavam a ferramenta meses antes do ataque hacker. O sistema entrou no ar neste ano e deveria servir para atestar que vacina cada brasileiro tomou, quantas doses e em quais datas.

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