Confeiteira que entrega guloseimas, versos e afeto triplica vendas na pandemia

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RIO — Com dom para culinária herdado da avó, Tereza Mota, de 55 anos, moradora do Recreio, trabalha na cozinha há oito. Começou com bufê de café da manhã para empresas. Nos últimos três, passou a atender apenas pessoas físicas e a se dedicar também à confeitaria, atividade que aprendeu sozinha, pesquisando. Entrega produtos, como diz, cobertos de afeto.

— Minha proposta é levar amor aos clientes. Costumo perguntar particularidades deles e incluir bilhetes com poemas de autores como Vinicius de Moraes, Carlos Drumond de Andrade e Cora Coralina e letras de músicas nas encomendas, além de decorá-las com flores. Também peço a Deus que leve paz a quem vai receber o presente — conta Tereza, que trabalha com o marido em casa. — Apesar de cansativo, amo meu trabalho. Ganho dinheiro, mas nada para ficar rica!

Os bolos de chocolate e morango e os brigadeiros são os mais pedidos. Na pandemia, diz, as vendas mais que triplicaram. Se antes fazia em média cinco bolos por semana, por exemplo, hoje são 25. Outro destaque são as cestas de café da manhã — que incluem sanduíches, panquecas e pão de queijo, tudo feito por ela, e, para o Dia dos Pais, serão personalizadas, de acordo com os pedidos dos clientes, feitos pelo Instagram @tereza_motaa.

— Não tenho tempo para mais nada. Numa semana cheia, faço de 30 a 40 cestas. Antes, eram seis — celebra.

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