Confiança da indústria é a maior desde 2014 e mercado melhora projeção para PIB

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RIO — O Índice de Confiança Empresarial (ICE), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), subiu 7,9 pontos em maio, para 97,7 pontos, maior nível desde março de 2014, último mês antes da recessão de 2014-2016.

Em 2020, o índice havia alcançado 97,5 pontos em setembro, mas depois entrou numa fase declinante até março passado.

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Outro dado positivo foi a melhora na expectativa do PIB pelos agentes de mercado. A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2021 subiu pela sexta semana consecutiva, e com força, de 3,52% para 3,96%, no Boletim Focus, do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira com estimativas coletadas até o fim da semana passada.

Para 2022, o ponto-médio das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) foi reduzido de 2,30% para 2,25%.

As previsões da Selic para o fim deste ano foram para 5,75% ante os 5,50% da semana anterior. Para o término de 2022, a taxa permanece em 6,50%.

O maior aperto acompanha as projeções para a alta da inflação. Neste ano, a estimativa para o IPCA saltou para 5,31%, ante 5,24% do último relatório, acima, portanto, do teto da meta do governo, que é de 5,25%.

Para 2022, a previsão subiu 0,1%, chegando aos 3,68%.

Dólar opera com leve alta

O dólar opera em alta ante o real no início do pregão desta segunda-feira, mas deve encerrar o mês com queda de mais de 3,5%. O dia terá uma redução no volume de negociações por conta de um feriado nos Estados Unidos.

Por volta de 10h30, a moeda americana era negociada a R$ 5,21, alta de 0,08%. No mesmo horário o Ibovespa subia 0,16%, aos 125.766 pontos. Na sexta-feira, o índice atingiu novo recorde histórico, devendo fechar o mês com alta firme.

No cenário interno, os investidores observam as movimentações em Brasília acerca do andamento das reformas tributária e administrativa.

Outro assunto que segue no radar é a tramitação da medida provisória (MP) que abre caminho para a privatização da Eletrobras. A MP foi enviada ao Senado na semana passada e a expectativa, agora, é pela nomeação do relator na casa.

“Na falta de drivers para mercado local, esperamos uma abertura de viés neutro/positivo, condicionada à manutenção do ambiente externo ameno que verificamos até o momento”, escreveram analistas da Guide Investimentos, em relatório matinal.

Ações

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) cediam 0,45% e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto),0,11%.

As ordinárias da Vale (VALE3) sobem 2,03%, impulsionadas pela alta na cotação do minério de ferro.

No setor de energia, as ordinárias da Eletrobras (ELET3) cediam 0,70% e as preferenciais (ELET6), 0,12%. As ordinárias da Eneva (ENEV3) tinham alta de 3,29% e as da Neoenergia (NEOE3), de 0,21%.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operavam em baixa. Por volta de 09h42, no horário de Brasília, a Bolsa de Frankfurt cedia 0,29% e a de Paris, 0,06%. Em Londres, o mercado não abre devido a um feriado.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, teve baixa de 0,99%, após o anúncio de dados negativos no varejo e na indústria.

Na China, houve avanço de 0,41% e, em Hong Kong, de 0,09%.