Confiante, centro se coloca como mais viável para vencer eleição presidencial; saiba quem são os pré-candidatos

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Por Marina Ogawa (@maaogawa)

A poucos meses da eleição presidencial, o cenário ainda é imprevisível e muitas pré-candidaturas se colocam como aptas na corrida pelo Palácio do Planalto. Entretanto, a quantidade de nomes que estão no chamado “centro” político se sobressai aos que permanecem na esquerda e direita.

Exemplo disso são os discursos utilizados pelos presidenciáveis. Muitos, ou quase todos, se dizem nomes de centro. Mas o que seria isso?

Em conceitos gerais, o centro político nas eleições é representado pelos candidatos que têm uma certa posição comum em torno de programas de reformas econômicas e posições mais moderadas em temas de natureza cultural-ideológica.

Entre os candidatos atualmente na disputa pela Presidência da República estão Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB), Rodrigo Maia (DEM), Álvaro Dias (Podemos), Marina Silva (Rede) e Flávio Rocha (PRB).

Confira abaixo um pouco mais sobre cada um deles:

Wilson Dias/Agência Brasil)

Geraldo Alckmin

Ex-governador de São Paulo, o tucano disputará a Presidência pela segunda vez. A primeira foi em 2006, quando perdeu para o ex-presidente Lula (PT), hoje preso após condenação em segunda instância no caso tríplex, em sua campanha de reeleição.

Um dos nomes mais fortes – e conhecidos – do centro político brasileiro atual, Alckmin deve buscar apoio em candidatos fora do PSDB para compor sua chapa. As últimas conversas dão conta no interesse em Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda do Governo de Michel Temer.

Alckmin é defensor de reformas e tem como objetivo, caso eleito, zerar o déficit público e dobrar a renda do brasileiro.

Lula Marques/Agência PT

Henrique Meirelles

Executivo da área financeira com carreira internacional consolidada, o ex-ministro da Fazenda é a aposta do MDB, já que Temer desistiu de tentar a reeleição e atua por ele para a Presidência.

O ex-chefe da Fazenda, por sua vez, reforça que mantém sua intenção de ser candidato e afirma que uma aliança com PSDB só ocorreria caso a sigla aceitasse compor a chapa como vice.

Ele defende os avanços conquistados durante sua gestão na área econômica e a aprovação de reformas. Além disso, o emedebista destaca que inflação e emprego serão os dois principais temas de uma plataforma eleitoral.

Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Rodrigo Maia

Atual presidente da Câmara dos Deputados, o democrata é outro dos nomes no centro político. Candidato pelo DEM à Presidência, Maia já participa de eventos com presidenciáveis, onde defende a aprovação de reformas e diz que é preciso discutir formas de reduzir o tamanho do Governo federal.

Assim como Alckmin e Meirelles, ele pode discutir eventuais alianças com partidos de “centro-direita”. O presidente da Câmara se enxerga capaz de conversar com todos e ir contra polarizações.

Ainda tímido nas pesquisas recentes, Rodrigo Maia minimiza resultados e diz esperar que a população se envolva nas eleições apenas a partir de setembro.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Álvaro Dias

Atualmente senador representando o Estado do Paraná, o pré-candidato defende a refundação da República e fala em redução de número de deputados e senadores, fim da reeleição e simplificação tributária.

Ferrenho defensor de reformas como a política, previdenciária e tributária, Álvaro Dias apresenta bom desempenho nas pesquisas realizadas na região Sul, e é visto como barreira para Alckmin, que ainda segue melhor que o nome do Podemos no conjunto do País.

Discreto, Álvaro Dias evita se posicionar contra ou a favor de algum nome no que diz respeito às alianças. Em entrevistas recentes disse que prefere manter para si as opiniões sobre seus futuros adversários ao pleito.

José Cruz/Agência Brasil

Marina Silva

Ex-ministra do Meio Ambiente de Lula, a pré-candidata da Rede tenta a corrida eleitoral para a Presidência pela terceira vez.

Marina Silva é um nome que, por vezes, ao contrário dos demais nomes citados nesta reportagem, transitou com a centro-esquerda, por conta de alianças com partidos como PT e por compor até mesmo seus governos.

Defensora do fim do foro privilegiado, da alternância de poder e da Justiça como reparação, a ex-senadora pode ser a maior beneficiária da desistência do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa.

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Flávio Rocha

Outsider, o empresário, que deixou a presidência da Riachuelo para ser pré-candidato pelo PRB, aposta no discurso de centro, e já negocia aliança com Álvaro Dias, ou ainda uma mais ampla com partidos como DEM, Podemos, MDB, PSDB e PSC.

Para ele, é preciso uma união do centro com o cabeça de chapa sendo o melhor colocado nas pesquisas – nesta ocasião, ele assume até mesmo compor a chapa como vice.

Quase que desconhecido nas pesquisas de intenção de voto, Flávio Rocha aposta em eleitores indecisos para chegar ao segundo turno e é um dos principais nomes do Movimento Brasil 200, que defende propostas mais liberais no campo econômico e conservadoras na política. Deve colocar como eixo de sua campanha o recrudescimento na área da segurança pública.