Confira cinco filmes de terror que vão arrepiar no streaming

Confira cinco títulos de terror que prometem marcar o streaming este ano.

‘LandLocked’

Este filme profundamente comovente é um triunfo do terror low-fi e uma narrativa nocauteadora de estreia do roteirista e diretor Paul Owens, um documentarista.

A história começa quando Mason, jovem artista, retorna à casa de infância prestes a ser demolida numa área pacata de Nova Jersey, onde se encontra com os irmãos (Owens e eles, Seth e Mason, interpretam versões fictícias de si mesmos, assim como seu pai, Jeffrey.) Vagando pelos cômodos, Mason encontra uma câmera estilo VHS e, quando olha pelo visor, o que vê não é o agora, mas o passado: clipes dos filmes caseiros de sua família, feitos nos mesmos locais para onde ele aponta a câmera, com seu pai como figura predominante (os vídeos caseiros são da própria família Owens.)

Mason fica tão impressionado com a descoberta sobrenaturalmente retrô que começa a gravar, construindo uma biblioteca de memórias. Mas, quando a câmera revela que uma criatura sinistra espreita na casa, Mason é forçado a levar em conta fantasmas cujos dias assustadores ele pensou que tinham acabado.

É difícil definir este filme porque nunca para de surpreender: perda, memória, morte, paternidade. E com o gênero, pois cruza ficção científica, terror experimental, documentário. Owens faz isso sem esforço e com segurança, e o resultado é singular. É analógico e futurista, assustador e sentimental, de acelerar o coração e totalmente pungente.

‘The Menu’

No thriller de vingança de Mark Mylod, um grupo de americanos endinheirados — incluindo uma pomposa crítica de restaurantes (Janet McTeer) e uma ex-estrela de cinema (John Leguizamo) — viaja para uma ilha remota para comer uma refeição cara e conceitualmente audaciosa do renomado chef Julian Slowik (Ralph Fiennes). As pistas de que algo está errado surgem quando os convidados encontram sua anfitriã, Elsa (Hong Chau), tão severa na aparência quanto em sua hospitalidade.

Julian é um louco vingativo que planeja servir comida deliciosa para seus convidados — e depois matá-los. O que o chef não esperava era uma convidada surpresa: Margot (Anya Taylor-Joy), em cujo comportamento cortante ele vê indícios de seu próprio passado. O relacionamento deles alimenta o punitivo final do filme.

Por mais sinistra e astuta que seja essa história de terror de culto à morte, também é engraçada; a sobremesa é tão maluca quanto monstruosa. (Disponível no Star+)

‘It Hatched’

Petur (Gunnar Kristinsson) e a mulher, Mira (Vivian Olafsdottir), mudam-se para o meio do nada na Islândia para reformar uma pousada. Ele ama a propriedade, mas ela não, especialmente quando descobre que os donos anteriores deixaram para trás pouco mais do que um berço quebrado.

As coisas ficam estranhas quando Petur descobre um buraco no porão coberto por uma pedra com uma inscrição estranha, um objeto que ele acha que pode ter a ver com a gravidez inesperada da mulher. (Sua contagem de esperma é baixa.) Mas, em vez de dar à luz, Mira põe um ovo que se abre para revelar um adorável bebê humano dentro. Ela dá de ombros para o nascimento incomum, mas Petur supõe que “aquele garoto”, como ele chama seu filho, pode ser um demônio.

A comédia dark, de terror popular, de Elvar Gunnarsson é misteriosa e descaradamente excêntrica. A trilha assustadora e tilintante adiciona tensão ao longa, especialmente nas cenas de pesadelo deliciosamente enervantes do filme.

'Superior’

Num dia frio de 1987, Vivian (Ani Mesa) é surpreendida quando sua irmã gêmea, Marian (Alessandra Mesa), aparece na casa de sua infância, onde Vivian ainda mora. O que ela, uma dona de casa casada, não sabe é que Marian, uma cantora em dificuldades, está fugindo de um namorado perigoso (Pico Alexander).

A estreia de Erin Vassilopoulos é menos um filme de terror do que um thriller psicológico à la “Veludo azul”. Tem mais estilo do que substância. (Disponível no Mubi)

‘Medusa'

Os apagões estão assolando o Brasil, e o momento não poderia ser melhor para uma gangue de mulheres evangélicas que caçam jovens que consideram sexualmente impuras, difamando-as e gravando seus votos pós-espancamento.

Depois de ser cortada no rosto durante um ataque a uma jovem vítima, Mari (Mari Oliveira), uma das líderes da quadrilha, passa a questionar sua caça ao pecado. Num estranho hospital onde ela cuida de pacientes em coma, Mari lentamente descobre que a comunidade cristã que ela ama está repleta de segredos sexuais e homens opressores.

Não há nada de sutil neste thriller tipo “Expurgo”, escrito e dirigido por Anita Rocha da Silveira. O hino apocalíptico de Siouxsie and the Banshees, “Cities in dust”, toca nos minutos iniciais, e o filme termina com uma briga de tela cheia entre homens e mulheres. No meio, a mensagem feminista de Silveira alterna entre o realismo desesperador e a comédia ultradark, dando um golpe inteligente, embora repetitivo, no extremismo religioso. (Disponível no Mubi)