Confira como Suíça e Sérvia, rivais do Brasil na Copa, estrearam na Liga das Nações

No mesmo dia em que o Brasil venceu a Coreia do Sul por 5 a 1, observadores da seleção acompanharam pessoalmente as estreias da Suíça e da Sérvia na Liga das Nações. As duas equipes serão adversárias dos pentacampeões na Copa do Mundo do Catar. Primeiro os sérvios, dia 24 de novembro, depois os suíços, quatro dias depois.

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Em Praga, Márcio Freitas, o Marcinho, ex-jogador hoje auxiliar no Red Bull Bragantino, e Gabriel de Oliveira, analista do Fluminense, viram a Suíça estrear na Liga das Nações dando a sensação de que já viveu dias melhores. Perdeu para a República Tcheca, que não está na Copa do Mundo, ao oferecer espaços defensivos fora do comum.

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Quatro anos atrás, quando enfrentou o Brasil na Copa da Rússia, conseguiu empate em 1 a 1 muito por conta do bom sistema defensivo. Entregou a bola para os pentacampeões e seguraram a pressão - foram 21 chutes a gol do Brasil, contra seis dos suíços.

No ciclo para o Mundial do Catar, a Suíça, 14ª colocada no ranking da Fifa, mostrou outras virtudes, com a bola. Contra os tchecos, até conseguiram triangulações, criaram chances para empatar. Mas não tiveram a firmeza defensiva de antes. Foram dominados na maior parte do tempo.

A comparação com a equipe de 2018 serve porque, apesar da troca de técnico, há jogadores que enfrentaram o Brasil no Mundial passado. Sommer, Rodríguez, Schar e Xhaka foram titulares naquele empate. Elvedi, Freuler e Embolo, titulares nesta quinta-feira, estavam no banco de reservas na Rússia.

Saiu Vladmir Petkovic, entrou Murat Yakin. Um trabalho curto, que começou apenas em agosto do ano passado. O principal jogador do time é Embolo, nascido no Camarões, naturalizado. Perdeu boa chance para empatar a partida contra a República Tcheca, mas mostrou qualidades. É forte e veloz no comando do ataque.

Sérvia também perde

A derrota por 1 a 0 para a Noruega não representa exatamente o que foi a partida da Sérvia. A seleção do Leste Europeu valorizou mais a posse do que o adversário e mostrou-se muito mais construtora. Os números da partida ilustram bem esta diferença. Foram 61% de domínio para os sérvios, que deixaram o campo com 13 finalizações contra quatro do adversário. Além disso, ainda tiveram 12 escanteios a seu favor e não concederam nenhum.

Se amargaram uma derrota, foi pela falta de pontaria na hora de concluir e pela falha de marcação no lance do gol. Aos 26, Kostic permitiu o avanço de Pedersen por suas costas. O camisa 22 da Noruega cruzou na medida para Haaland, que veio de trás sem ser acompanhado, concluir para o gol.

A partir do gol, o que Ricardo Gomes, ex-jogador e treinador, e Lucas Oliveira, analista do Palmeiras, viram foi uma Noruega muito pouco interessada em atacar e apenas focada em se fechar. Um cenário bem diferente do que os sérvios provavelmente irão encontrar diante do Brasil. Mas, ainda assim, o jogo permite a Tite fazer algumas observações sobre seu adversário da estreia.

A primeira é que Tadic é o cérebro do time do Leste Europeu. Na seleção, é mais visto pela direita, diferente do que ocorre no Ajax, onde atua pela esquerda. Suas tabelas com Lazovic fizeram dali o lado mais criativo da Sérvia. Além disso, é o homem das bolas paradas, tendo cobrado 11 dos 12 escanteios da equipe.

As cobranças rápidas de lateral também são outro ponto forte da equipe dirigida por Stojkovic. Pegaram a Noruega de surpresa e só não terminaram em gol pela dificuldade do ataque em concluir.

Apesar do maior domínio, o time sérvio se mostrou muito limitado na construção. Toques curtos são raros numa equipe que prefere apostar em lançamentos e levantamentos na área. Por forçar tanto a bola longa, acabou errando demais. Além disso, não havia centralização. As jogadas inevitavelmente eram encaminhadas para os lados do campo. Foram impressionantes 48 tentativas de cruzamento, sendo apenas 13 bem sucedidas. Bom sinal para Tite.

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