Confira dicas de como aderir ao estilo minimalista, tema de documentários na Netflix

Rafaella Barros
·3 minuto de leitura

Impulsionada pelo “Minimalismo já”, segundo documentário sobre o tema que estreou na Netflix no mês passado, a decoração minimalista vem despertando o interesse da população (confira os dados ao lado). Especialistas consultados pelo EXTRA explicam o que significa esse conceito e como pode ser aplicado em casa.

Tássia Pereira, designer de interiores do escritório TT Interiores, ensina que o minimalismo surgiu na década de 1960, como um movimento contrário ao uso excessivo das cores, em alta na época:

— Ele tem como característica o uso de cores neutras e sóbrias, como branco, cinza, preto e marrom, com destaque para os espaços vazios.

Segundo a especialista, a maior vantagem desse tipo de decoração é não somente a valorização do espaço, mas também da iluminação natural:

— Com isso, há a percepção de que não é preciso ter tantas coisas em casa, que muitas vezes nem são usadas.

As arquitetas Evangelina Campos e Ju Olivetti destacam que uma das características dos ambientes minimalistas são as formas geométricas dos objetos, bem marcadas por linhas retas.

— Há pouca ornamentação, usando-se, majoritariamente, peças de design, quadros e vegetação — diz Evangelina.

De acordo com as especialistas, o minimalismo remete à máxima da escola alemã Bauhaus, de que “menos é mais”. E o maior interesse por esse tipo de decoração também se deve ao momento iniciado em 2020, com a pandemia do novo coronavírus.

— Com o olhar mais voltado para os lares, as pessoas têm priorizado a funcionalidade dos espaços. Ambientes minimalistas podem ser facilmente mudados, o que possibilita que os moradores não enjoem dos espaços e possam redecorar — explica Ju.

Japandi: evolução do conceito

Na esteira minimalista, existe ainda o estilo de decoração Japandi. De acordo com Larkin Brown, líder de pesquisas da Pinterest (rede social de compartilhamento de fotos), o termo se refere a um mix do minimalismo japonês com o conforto escandinavo.

— Esse estilo tem ganhado cada vez mais força por sua delicadeza, elegância e aconchego. E é marcado por linhas simples, cores neutras e composições relaxantes. Na nossa plataforma, houve um aumento de 100% nas pesquisas (de 2019 para 2020) — explica Larkin Brown.

Segundo ela, o estilo é uma tendência para 2021, porque cada vez mais pessoas buscam o essencial ao decorar.

— O Japandi traz o aconchego e a conexão com os materiais naturais, aliados à praticidade que faz com que os móveis sejam facilmente incorporados à decoração de casa — detalha.

Ademir Bueno, gerente de Design e Tendências da Tok&Stok, destaca a diferença deste para o minimalismo tradicional:

— O Japandi é a evolução dessa estética, já que abre possibilidades para novas paletas de cores, adicionando tons mais escuros e terrosos.

CONFIRA MAIS DETALHES:

Interesse

Segundo o Google Trends (ferramenta do Google que mostra os temas mais pesquisados no buscador), o termo “decoração minimalista” atingiu o pico de 72 pontos nas buscas (de uma escala de 0 a 100), no Brasil, logo após a estreia do segundo documentário sobre minimalismo na Netflix. Nos 12 meses anteriores, a pontuação costumava variar entre 13 e 50 pontos.

Documentários

Antes do “Minimalismo já”, a Netflix lançou no Brasil, em 2017, o “Minimalismo: um documentário sobre coisas importantes”. São dos mesmos produtores, que explicam no que consiste esse movimento contrário ao consumismo e ao acúmulo de coisas.

Exemplo

Segundo a designer Tássia Pereira, no minimalismo, os móveis essenciais são aqueles com funcionalidades. Um exemplo disso é o cabideiro, que não é apenas decorativo, mas também exerce a função de “armário”.

Contra excessos

Para a especialista, as pessoas estão aderindo mais ao movimento como uma forma de combater o excesso. “Como temos a oferta de várias coisas, até pela própria internet, com muitas opções e a qualquer momento, o conceito do ‘menos é mais’ é uma resposta aos excessos de consumo, que muitas vezes são prejudiciais”, afirma.