Confira dicas para espantar os insetos, que tendem a perturbar mais no verão

Evelin Machado
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STEPHAN ZABEL / STEPHAN ZABEL

RIO - No verão, é comum usar roupas mais curtas e ficar mais exposto ao meio ambiente — por exemplo, deixando as janelas abertas por mais tempo para refrescar a casa. Esses fatores aumentam os riscos de picadas de insetos, que podem gerar reações alérgicas leves ou graves, a depender da pessoa que foi picada e do inseto que picou.

No caso de picadas de pernilongos, as reações são locais, com coceira e a possível ocorrência de inchaço na região onde ocorreu a lesão. Nesses casos, a orientação dos especialistas é usar uma pomada antialérgica para aliviar os sintomas. É importante também evitar coçar, já que na unha há bactérias que podem entrar na ferida e infeccioná-las. Não é indicado o uso de álcool sobre o local: apesar de ele refrescar a pele e gerar um conforto momentâneo, ele agride o tecido epitelial, podendo causar lesões.

Mas há um outro grupo de insetos que pode desencadear reações alérgicas mais graves, como a anafilaxia, por exemplo. É o caso de formigas, vespas, abelhas e marimbondos.

— A anafilaxia pode provocar urticas, que são lesões altas, elevadas, que coçam bastante. Podem ser acompanhadas de inchaços deformantes de pálpebras, lábios e orelhas. Sintomas respiratórios também estão associados, provocando falta de ar, tosse e chiado no peito — explica Alexandra Sayuri Watanabe, coordenadora do Departamento Científico de Anafilaxia da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Pessoas que apresentam quadro de anafilaxia — os sintomas aparecem minutos depois da picada do inseto — devem procurar imediatamente um pronto-socorro para receber uma injeção de adrenalina para interromper a reação alérgica. Há também um tratamento posterior muito eficaz em reações graves.

— A imunoterapia específica diminui a chance de uma nova reação sistêmica quando a pessoa é exposta novamente, ou seja, após outra picada ou ferroada. Esse tratamento só pode ser indicado por médico especialista, após avaliação clínica minuciosa, exames laboratoriais e realização de testes cutâneos — afirma a médica.

Como se proteger

Evite andar descalço - Andar com os pés descalços aumenta o risco de pisar sobre algum inseto, principalmente em formigas, abelhas, vespas e marimbondos. Por isso, ande sempre com um calçado, principalmente quando estiver em jardins e áreas externas. E fique atento sempre com as crianças, que correm mais risco.

Não faça refeições em locais inadequados - Evite levar alimentos para serem consumidos no sofá ou na cama. Os farelos podem atrair insetos como as formigas, que podem causar reações alérgicas graves.

Use roupas mais escuras - Roupas claras, apesar de absorverem menos o calor, chamam mais atenção de insetos como abelhas e vespas. Por isso, dê preferência a tecidos escuros se você estiver em um ambiente onde esses insetos são comuns.

Instale telas - Instalar telas de proteção em janelas e portas (vazadas) são uma boa estratégia para evitar a entrada de pernilongos e outros insetos dentro de casa.

Use repelente - O repelente protege contra os pernilongos. O ideal é usar sempre no começo da manhã e no fim da tarde, quando os mosquitos mais atacam. Antes de aplicar o produto sobre a pele, leia o rótulo e veja se ele é adequado para a sua faixa etária.